Projeto será instalado em fazenda experimental de 200 hectares e terá foco em testes, pesquisa e validação de soluções para o campo
A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) vai investir R$ 4 milhões na criação de um hub de agrotech em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba.
O projeto será desenvolvido pela HOTMILK, ecossistema de inovação da universidade, e ficará integrado à Fazenda Experimental Gralha Azul, da Escola de Medicina e Ciências da Vida da PUCPR.
A estrutura utilizará uma área de 200 hectares para testes, experimentação e validação de tecnologias voltadas ao agronegócio. A proposta é aproximar startups, empresas, pesquisadores e produtores em um ambiente que permita desenvolver soluções e colocá-las à prova em condições reais de operação.

A inauguração está prevista para março de 2027, enquanto a conclusão completa do projeto deve ocorrer até 2028.
O hub será estruturado em três frentes. Uma delas será um prédio com espaços de trabalho e conexão entre empresas e pesquisadores. Outra prevê uma praça de contêineres com laboratórios modulares. A terceira será um laboratório vivo, aproveitando as áreas experimentais da fazenda para testes e coleta de dados.
Segundo a PUCPR, um dos diferenciais do projeto será justamente permitir que empresas avancem da etapa de desenvolvimento para a validação prática de tecnologias em ambiente agrícola.
“O grande diferencial desse projeto é criar uma ponte efetiva entre o desenvolvimento de tecnologia e a realidade do campo”, afirma Anderson Szejka, diretor de tecnologia e inovação da HOTMILK PUCPR.
Antes mesmo da inauguração, o projeto já reúne nove empresas com cartas de intenção e outras 13 em negociação. Entre os nomes citados pela universidade estão CNH, Embrapa e GoGenetic.
A iniciativa surge em um momento de crescimento do setor agropecuário no Paraná. Em 2025, o Valor Bruto da Produção agropecuária do estado chegou a R$ 212,6 bilhões, alta nominal de 13% em relação ao ano anterior.
Com o novo hub, a PUCPR pretende ampliar a conexão entre pesquisa acadêmica, empresas de tecnologia e produtores, além de atrair projetos de diferentes regiões do país.
