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Embraer faz primeiro voo de Gripen produzido no Brasil

Da redação
7 de outubro de 2026
Voo inaugural valida capacidade industrial de Gavião Peixoto, que poderá complementar a produção da Saab na Suécia e atender à demanda global pelo caça

A Embraer realizou nesta quarta-feira (7) o primeiro voo do primeiro caça Gripen E produzido no Brasil pela companhia, no complexo industrial de Gavião Peixoto (SP). O voo teve como objetivo verificar o desempenho dos principais sistemas da aeronave e validar suas características de voo, marcando uma nova etapa na participação brasileira no programa desenvolvido em parceria com a sueca Saab e a Força Aérea Brasileira (FAB).

O marco reforça a capacidade da indústria brasileira de fabricar, integrar e testar uma aeronave de combate de alta complexidade. Gavião Peixoto abriga a única linha de montagem final do Gripen fora da Suécia e integra a estratégia de produção global do caça. A unidade da Embraer utiliza uma cadeia de fornecedores brasileira e internacional, incluindo aeroestruturas produzidas pela Saab em São Bernardo do Campo.

O avião que realizou o voo é o primeiro de 15 Gripen E previstos para serem produzidos no Brasil dentro do contrato atual com a FAB. O programa brasileiro prevê 36 aeronaves — 28 Gripen E e oito Gripen F —, com entregas iniciadas em 2020. Após a conclusão dos testes de produção e aceitação, a nova aeronave será entregue à FAB e incorporada ao 1º Grupo de Defesa Aérea, em Anápolis (GO).

A expansão da operação brasileira também pode abrir espaço para novos negócios internacionais. Em julho, Embraer e Saab assinaram um acordo que estabelece as bases para a potencial produção de 20 Gripen adicionais em Gavião Peixoto, complementando a linha da Saab em Linköping, na Suécia. A proposta busca ampliar a capacidade de atendimento à demanda global pelo caça, mas ainda depende da conclusão de contratos entre as empresas.

Para a Embraer, o avanço representa a consolidação de competências desenvolvidas ao longo de mais de uma década de transferência de tecnologia e cooperação com a Saab. Além de atender ao programa brasileiro, a capacidade instalada em Gavião Peixoto passa a posicionar a empresa em potenciais oportunidades de produção para outros mercados, ampliando o papel do Brasil na cadeia internacional da indústria de defesa.

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