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Cofundador do Spotify leva startup de scanner corporal aos Estados Unidos

Da redação
6 de outubro de 2026
Neko Health abre primeira unidade em Nova York com exames de uma hora, preço de US$ 500 e fila de espera acima de 300 mil pessoas

Daniel Ek, cofundador do Spotify, está ampliando sua aposta fora do streaming. A Neko Health, empresa de tecnologia em saúde criada por ele em 2018 ao lado de Hjalmar Nilsonne, abriu sua primeira unidade nos Estados Unidos, em Nova York.

A startup oferece um escaneamento corporal de cerca de uma hora voltado ao acompanhamento de indicadores de saúde. Segundo a empresa, o exame utiliza sensores próprios para coletar milhões de pontos de dados relacionados à pele, circulação e composição corporal, além de incluir análises de sangue.

Os resultados são apresentados ainda na unidade e acompanhados por uma consulta com um profissional de saúde. A proposta da Neko é identificar possíveis alterações antes do surgimento de sintomas e acompanhar a evolução dos dados ao longo do tempo.

Em Nova York, cada sessão custa aproximadamente US$ 500. O serviço não é coberto diretamente por planos de saúde, seguindo um modelo de pagamento particular semelhante ao adotado pela companhia na Suécia e no Reino Unido.

Foto: Divulgação

A expansão americana ocorre após a Neko Health captar quase US$ 1 bilhão desde sua criação. Uma das rodadas mais recentes levantou cerca de US$ 700 milhões, com parte dos recursos destinada à entrada e expansão da empresa no mercado dos Estados Unidos.

A Neko também chega ao país com forte demanda. A companhia afirma ter mais de 300 mil pessoas em sua lista global de espera.

O avanço da empresa coincide com uma nova fase na trajetória de Ek. Em janeiro de 2026, o empresário deixou o cargo de CEO do Spotify e passou a atuar como presidente executivo do conselho, enquanto Gustav Söderström e Alex Norström assumiram a liderança operacional da plataforma.

Foto: Divulgação

Apesar do interesse comercial, o modelo de rastreamento corporal amplo em pessoas sem sintomas ainda é alvo de discussão na medicina. Entre as preocupações apontadas por especialistas estão falsos positivos, diagnósticos de alterações sem relevância clínica e a realização de exames adicionais a partir de achados incidentais.

A Neko argumenta que sua tecnologia difere de exames de imagem de corpo inteiro, como ressonâncias, e aposta no acompanhamento periódico dos mesmos indicadores para identificar mudanças ao longo do tempo.

Com a chegada a Nova York, a empresa entra em um dos maiores mercados de saúde do mundo e testa uma tese semelhante à que impulsionou parte do crescimento das healthtechs: consumidores dispostos a pagar diretamente por mais acesso a dados sobre o próprio corpo.

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