A disputa pelo governo do Rio de Janeiro segue cercada de incertezas mesmo após a apuração do primeiro turno. Douglas Ruas (PL) terminou à frente, com 49,2% dos votos válidos, superando Eduardo Paes (PSD), que alcançou 42,72%. O resultado, porém, ainda depende de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), terceiro colocado com 3,1% dos votos.
Os votos de Garotinho estão atualmente classificados como “anulados sub judice”, já que sua candidatura foi rejeitada pelo TRE-RJ e aguarda análise de recurso no TSE. Caso a Corte confirme a inelegibilidade, esses votos poderão ser excluídos da base de cálculo dos votos válidos, o que pode elevar o percentual de Ruas acima dos 50% necessários para vencer a eleição em primeiro turno e evitar a realização do segundo turno.
A decisão do TSE ainda não tem data definida. Se o recurso for aceito, os votos de Garotinho serão validados e incorporados definitivamente ao resultado, mantendo o cenário atual da disputa.
A eleição foi marcada por uma virada de Ruas em relação às pesquisas eleitorais. Enquanto Eduardo Paes liderou os levantamentos durante boa parte da campanha, o candidato do PL ampliou seu desempenho ao longo dos últimos meses, impulsionado pelo apoio de Flávio Bolsonaro e pela força do eleitorado conservador no estado.
Além da disputa eleitoral, o cenário político fluminense permanece envolvido em questões judiciais relacionadas à sucessão do ex-governador Cláudio Castro. O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda analisa os desdobramentos da condenação de Castro pelo TSE, tema que influenciou diretamente o ambiente político da campanha.
