Senador aparece no sistema da Justiça Eleitoral como integrante do Missão. Campanha do liberal acionará o TSE para reverter alteração e pretende pedir investigação à PF
Uma suposta fraude no registro de filiação partidária do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) impediu, nesta quinta-feira (13), o registro de sua candidatura à Presidência da República pelo PL. O sistema da Justiça Eleitoral passou a apontar o parlamentar como filiado ao Missão, partido que já oficializou Renan Santos como candidato ao Palácio do Planalto. A equipe de Flávio afirma que a mudança foi feita sem autorização e acionará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para regularizar a situação.
Segundo a certidão de filiação partidária, Flávio deixou de constar como integrante do PL em 12 de agosto, após permanecer na legenda desde 8 de dezembro de 2021. De acordo com o UOL, integrantes da campanha afirmam que a filiação ao Missão teria sido registrada às 23h17 de quarta-feira (12). A alteração cria um obstáculo para o registro da candidatura porque, pelas regras eleitorais, o postulante precisa estar regularmente filiado ao partido pelo qual pretende disputar a eleição.
A equipe jurídica do senador trabalha para obter uma decisão da Justiça Eleitoral que desfaça a mudança. A campanha também pretende pedir à Polícia Federal a abertura de uma investigação para apurar como o registro foi alterado. Integrantes da equipe de Flávio ainda não sabem se uma eventual invasão ou fraude ocorreu a partir do Missão, do PL ou diretamente no sistema utilizado para os registros partidários.
O episódio ocorre às vésperas do encerramento do prazo para o registro das candidaturas. Os partidos têm até sábado (15) para apresentar à Justiça Eleitoral os nomes que disputarão as eleições. Flávio pretendia registrar sua candidatura e seu plano de governo nesta quinta-feira. O documento, com 70 páginas e intitulado “Para o Brasil Vencer o Atraso”, deve ser apresentado pelo senador em uma transmissão pelas redes sociais.
Um episódio semelhante ocorreu em 2024 com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chegou a aparecer no sistema eleitoral como filiado ao PL sem ter solicitado a mudança. Na ocasião, o TSE anulou o registro e acionou a PF, que abriu investigação sobre a fraude. O caso levou a Justiça Eleitoral a reforçar as regras para registros de filiação partidária.
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