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O novo endereço do Rodeio

Aluizio Falcão Filho
26 de julho de 2026

A churrascaria Rodeio é um dos clássicos da cidade de São Paulo e sua fundação data de 1958. Desde o início do mês, no entanto, está funcionando em novo lugar, alguns metros antes do endereço original, na alameda Haddock Lobo, nos Jardins. O novo restaurante é ligeiramente menor que o anterior, mas a decoração é muito mais arejada e moderna. Traz ligeiras semelhanças com o projeto da filial do shopping Iguatemi e agrada aos clientes. O teto em madeira, com formato piramidal chama a atenção e é impactante.

O Rodeio criou duas expressões máximas da cozinha paulistana, como a picanha fatiada e o arroz biro-biro (já contei a história de sua invenção aqui). Tudo continua muito bom e o serviço ainda é impecável (os preços, desde que o dólar subiu de patamar há alguns anos e mexeu com as cotações da carne, continuam salgados).

O comando é de Silvia Macedo Levorin, filha de Roberto Macedo. Ele comprou a churrascaria um ano após de sua abertura e o foi o responsável por levar o Rodeio ao estrelato gastronômico e social a partir do final da década de 1970. O salão é comandado Francisco Evaldo de Mello, que está na casa há décadas e conhece os frequentadores antigos pelo nome.

Nos últimos anos, a unidade dos Jardins perdeu uma parcela de seu público fiel para o ponto no Iguatemi. Mas a mudança de endereço deve ter aguçado a clientela: os almoços e jantares têm sido lotados desde a inauguração do novo ponto, no dia 6 de julho.

O endereço mudou, mas a cozinha está rigorosamente igual – o que é uma ótima notícia. Todos os pratos continuam muito bem executados. Recomendo como acompanhamento às carnes a farofa Thomaz Souto Corrêa, que não está no cardápio. Trata-se de uma receita do próprio Thomaz (o jornalista que criou o biro-biro; mas quem batizou essa iguaria foi o publicitário Washington Olivetto), que tem mais ovos que farinha. Tempero com manteiga, sal e cebolinha.

Para terminar, peça o licorzinho da casa, que antes atendia por um apelido politicamente incorreto: licor de cacau gelado com uma espuma deliciosa por cima. Uma lembrança dos anos 1980 que vale a pena repetir ou conhecer. Simples e sublime.

O famoso licorzinho da casa

Silvia Macedo Levorin

Francisco Evaldo de Mello

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