Empresa amplia atuação para produtos financeiros tradicionais e projeta alcançar 3 bilhões de usuários no longo prazo
A Binance completou nove anos de operação nesta terça-feira (14) com 323 milhões de usuários registrados em mais de 100 países. Segundo balanço divulgado pela companhia, a plataforma acumulou US$ 156,4 trilhões em volume de negociações desde sua criação, em 2017.
A base de clientes cresceu cerca de 7% no primeiro semestre de 2026. De acordo com a empresa, seus usuários representam aproximadamente 43% das 741 milhões de pessoas que possuem criptomoedas no mundo.
No mesmo período, a Binance movimentou cerca de US$ 11,4 trilhões em negociações. A participação de clientes institucionais avançou 9%, em meio ao aumento da presença de fundos, ETFs e outros investidores profissionais no mercado de ativos digitais.
A companhia também ampliou a oferta de produtos ligados ao mercado financeiro tradicional. Desde março, esses ativos registraram mais de US$ 80 bilhões em volume mensal de negociações, segundo a Binance.
As ações diretas lançadas em junho alcançaram US$ 1 bilhão em ativos sob gestão no primeiro mês e acumularam mais de US$ 3 bilhões em negociações. Já as bStocks, versões tokenizadas de ações norte-americanas, superaram US$ 100 milhões em ativos sob gestão nas duas primeiras semanas de operação.
Segundo a empresa, 47% das negociações desses ativos ocorrem fora do horário regular do mercado norte-americano. A expansão faz parte da estratégia de transformar a exchange em uma plataforma financeira multiativos, reunindo criptomoedas, pagamentos, investimentos e acesso a outros mercados.
“Os ativos digitais deixaram de ser apenas um nicho de investimento para se tornar uma infraestrutura financeira cada vez mais presente no dia a dia das pessoas”, afirmou Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil.
No país, a companhia destaca a aquisição da corretora Sim;paul e a integração do Pix ao Binance Pay. Em 2026, a empresa também passou a integrar a Associação Brasileira de Criptoeconomia.
A Binance pretende ampliar sua base para mais de 3 bilhões de usuários nos próximos anos. A companhia afirma que a estratégia será direcionada principalmente a mercados com menor acesso aos serviços financeiros tradicionais.
Os produtos citados no balanço podem não estar disponíveis no Brasil.
