O BTG Pactual aponta em relatório que os recentes acontecimentos envolvendo o conselho de administração da Vale geraram ruído, mas não devem alterar a estratégia da mineradora. A saída de Dan Stieler da presidência do conselho, após pressão da Previ, levou à convocação de uma assembleia geral extraordinária em 22 de julho, que terá como pauta a escolha de um novo presidente do colegiado e de um novo conselheiro.
Os nomes em disputa são Manuel Lino Oliveira (“Ollie”) e Marcelo Gasparino para a presidência, e José Maurício Coelho (indicado pela Previ) e Ieda Gomes Yell (independente) para a vaga de conselheiro.
Segundo o BTG, todos os candidatos são figuras respeitadas e alinhadas à atual estratégia da Vale, o que reduz a chance de mudanças relevantes na condução da empresa.
O banco destaca que a gestão deve seguir focada em excelência operacional, investimentos seletivos em cobre, disciplina de capital e retorno de caixa aos acionistas. A influência da Previ, embora ligada ao governo por ser fundo de pensão do Banco do Brasil, é considerada limitada, com apenas dois assentos no Conselho.
O BTG ressalta que os resultados do segundo trimestre de 2026 podem refletir pressões de custos, mas a tese de investimento de longo prazo permanece sólida. O banco reiterou recomendação de compra para as ações da Vale, que seguem negociadas com atrativo rendimento de 9% em fluxo de caixa livre para o acionista neste ano.
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