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Senna Tower chega a R$ 2,48 bilhões em vendas no primeiro ano

Da redação
6 de julho de 2026
Empreendimento em Balneário Camboriú avança nas obras, amplia áreas de wellness e reforça ambição de colocar o Brasil no mapa global dos superprédios de luxo

Um ano após o lançamento oficial, o Senna Tower acumula R$ 2,48 bilhões em vendas e avança para uma nova etapa de execução em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. O empreendimento, desenvolvido pela FG Empreendimentos em parceria com a Marca Senna e a Havan, tem Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em mais de R$ 8,5 bilhões e é apresentado como o futuro residencial mais alto do mundo.

Foto: Divulgação

Com mais de 550 metros de altura previstos, 157 pavimentos e 228 unidades residenciais, o projeto reúne apartamentos, mansões suspensas e duas coberturas triplex de até 903 metros quadrados. As unidades mais exclusivas podem ultrapassar R$ 400 milhões cada, mirando uma base global de compradores de ultra alto patrimônio.

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A internacionalização também aparece nos números de comercialização. Segundo a empresa, cerca de 10% do VGV vendido até agora foi negociado com compradores estrangeiros, sinalizando o interesse de investidores internacionais por ativos imobiliários de alto padrão no litoral catarinense.

Para Jean Graciola, CEO e cofundador da FG Empreendimentos, o desempenho do primeiro ano reforça a ambição do projeto de posicionar o Brasil no mercado global de luxo.

“O primeiro ano do Senna Tower demonstra que um empreendimento dessa magnitude vai muito além da construção de uma torre. Estamos consolidando um projeto que posiciona cada vez mais o Brasil no mercado global de luxo”, afirma.

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Wellness e legado de Ayrton Senna


Além da escala, o empreendimento aposta em uma narrativa simbólica inspirada na trajetória de Ayrton Senna. A torre busca traduzir em arquitetura valores como superação, excelência e busca por evolução.

Entre as novidades do primeiro ano estão novas áreas de wellness, incluindo espaços de spa e academia, pensados como parte da experiência dos moradores. Segundo Lalalli Senna, artista plástica e antropóloga responsável pelo conceito criativo da torre e pelo design de interiores, os ambientes foram concebidos como parte de uma jornada sensorial.

Foto: Divulgação
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“Os novos ambientes lançados este ano estão localizados nos andares que ficam no meio da altura da torre, e por isso representam os capítulos intermediários da jornada: onde o herói se conecta à sua vocação e supera os desafios necessários para a vitória”, afirma Lalalli.

O projeto também terá o Espaço Senna Tower, com itens da exposição “Do Sonho à Conquista”, sob curadoria do Memorial Ayrton Senna. Entre as peças previstas estão o macacão amarelo usado por Senna em sua primeira vitória no GP de Mônaco, em 1987, e placas oficiais da FIA referentes aos títulos mundiais conquistados em 1988, 1990 e 1991.

Engenharia em escala inédita
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A construção do Senna Tower exigiu o desenvolvimento de soluções próprias de engenharia. A etapa de fundação foi concluída em 70 dias úteis, abaixo do prazo inicialmente previsto de 120 dias. Ao todo, foram executadas 798 estacas, com até 40 metros de profundidade, somando mais de 30 quilômetros lineares.

A obra utilizou mais de 12 mil metros cúbicos de concreto e cerca de 1.800 toneladas de aço na etapa de fundações. O bloco de fundação terá 1.660 metros quadrados de área e consumirá 7.740 metros cúbicos de concreto.

O empreendimento também será o primeiro residencial da América Latina a utilizar o Tuned Mass Damper (TMD), sistema de amortecimento empregado em arranha-céus para reduzir oscilações provocadas pelo vento.

Segundo Stéphane Domeneghini, engenheira responsável pelo projeto e diretora executiva da Talls Solutions, a obra coloca a engenharia brasileira em diálogo com os principais projetos de supertalls do mundo.

“Projetos dessa escala exigem uma engenharia extremamente integrada e um nível de planejamento que antecipa desafios muito antes da execução. O Senna Tower nasce com soluções técnicas compatíveis com os maiores supertalls do mundo”, afirma.

Sustentabilidade e verticalização
Foto: Divulgação
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O Senna Tower também busca a certificação LEED Platinum, principal reconhecimento internacional para construções sustentáveis. O projeto prevê redução de até 70% na geração de resíduos sólidos, até 40% nas emissões de CO₂ ao longo do ciclo de vida do edifício, além de economia de até 26% no consumo de energia e de até 20% no uso global de água.

A torre reforça o movimento de verticalização de Balneário Camboriú, que nos últimos anos passou a concentrar alguns dos edifícios mais altos e valorizados da América Latina. Com o Senna Tower, a cidade tenta ampliar sua presença no mapa global do mercado imobiliário de luxo.

Para Luciano Hang, sócio do projeto, o empreendimento mostra a capacidade do Brasil de liderar iniciativas de grande escala. “Estamos falando de um empreendimento pensado para colocar o país entre os protagonistas dos grandes projetos globais”, afirma.

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