Companhia busca ampliar visibilidade entre investidores globais; papéis seguem negociados na B3 sob o código AZUL3
A Azul informou nesta segunda-feira (6) que teve aprovada a listagem de suas American Depositary Shares (ADSs) na Bolsa de Valores de Nova York, a NYSE. Cada ADS representa duas ações ordinárias da companhia.
Com a mudança, a aérea vai cancelar voluntariamente sua listagem na NYSE American, mercado voltado principalmente a empresas de pequeno e médio porte. A expectativa da companhia é que os papéis comecem a ser negociados na NYSE na quinta-feira (9), sob o código AZUL, desde que sejam cumpridas as condições aplicáveis.
A migração é vista pela empresa como uma etapa importante após a conclusão de sua reestruturação financeira nos Estados Unidos.
“Nossa listagem na Bolsa de Valores de Nova York marca o início de um novo capítulo para a Azul. Após nossa bem-sucedida reestruturação, saímos como uma empresa mais forte, com governança aprimorada, uma estrutura de capital simplificada e uma base sólida para a criação de valor a longo prazo”, afirmou John Rodgerson, CEO da Azul.
Segundo o executivo, a listagem na NYSE deve aumentar a visibilidade da companhia junto à comunidade global de investimentos, ampliar o acesso a investidores institucionais e fortalecer a posição da aérea nos mercados de capitais.
A Azul já notificou a NYSE American sobre a intenção de encerrar a listagem atual e pretende protocolar o pedido formal junto à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos. O cancelamento deve ocorrer a partir de 16 de julho.
As ações ordinárias da companhia continuarão listadas e negociadas na B3 sob o código AZUL3. Segundo a empresa, os atuais titulares de ações ordinárias e ADSs não precisam tomar nenhuma providência por causa da transferência de listagem.
Pós-Chapter 11
A mudança ocorre meses após a Azul concluir seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos e sair do Chapter 11, mecanismo semelhante à recuperação judicial. O processo foi encerrado em fevereiro, após o cumprimento das condições previstas no plano de reorganização.
Com a reestruturação, a companhia reduziu sua dívida de empréstimos e financiamentos em cerca de US$ 1,1 bilhão, cortou em aproximadamente 40% o endividamento relacionado a arrendamentos de aeronaves e diminuiu em mais de 50% os pagamentos anuais de juros em relação ao período anterior ao Chapter 11.
Desde então, a estratégia da empresa tem sido reduzir a alavancagem e preservar caixa. Em meio a um ambiente ainda pressionado por custos, especialmente com combustível de aviação, a Azul também vem ajustando sua capacidade de voos para proteger sua geração de caixa.
