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Governo Trump vê favorecimento ao Pix como prática desleal

Da redação
2 de junho de 2026

O governo de Donald Trump acusou o Banco Central do Brasil de favorecer o Pix de forma discriminatória contra empresas americanas de cartões de crédito. As críticas aparecem em relatório da Seção 301 divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros como medida corretiva para práticas consideradas desleais.

Segundo a Folha de S. Paulo, o documento afirma que o Banco Central concede vantagens exclusivas ao Pix, como gratuidade para pessoas físicas e limites tarifários para empresas, o que criaria um ambiente de concorrência desbalanceado. Para Washington, o BC exerce um duplo papel de regulador e operador do sistema, configurando um conflito de interesses que prejudicaria provedores americanos de serviços de pagamento eletrônico.

A investigação conduzida pelo USTR abrange temas como comércio digital, serviços de pagamento, tarifas, propriedade intelectual e até desmatamento ilegal. Empresas americanas alegam que o incentivo ao Pix impõe custos adicionais e força concorrentes a promover o sistema brasileiro sem compensação. O governo Lula nega as acusações e defende que o Pix é uma política pública voltada à inclusão financeira.

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