Pelo menos dez cidades foram atingidas, com relatos de mortos e feridos; Irã revidou com mísseis contra Israel e bases americanas
Pelo menos cinco cidades iranianas foram bombardeadas na noite deste sábado (à tarde no horário de Brasília) por forças americanas e israelenses, em nova leva de ataques com caças bombardeiros e foguetes. A primeira onda ocorreu ainda de madrugada em pelo menos dez alvos, incluindo a capital, Teerã.
O Irã revidou e lançou mísseis contra bases americanas no Catar, no Kuwait e no Emirados Árabes, além de cidades israelenses. Uma pessoa morreu nos Emirados Árabes e Israel não registrou feridos. Autoridades iranianas, entretanto, reltam mais dde 200 mortos, incluindo 50 estudantes de um colégio feminino n sul do país.
De acordo com o governo americano, o ataque coordenado ocorreu diante das resistências iranianas em negociar um “acordo satisfatório” para encerrar ou reduzir drasticamente o programa nuclear do país.
O ataque foi realizado em um momento em que delegações de Estados Unidos e Irã mantinham negociações sobre o assunto na Europa durante a semana, onde um especialista iraniano declarou que as conversas estavam “evoluindo”.
Nem o Irã e nem os países com bases americanas fizeram estimativas de danos por conta dos bombardeios. Em Teerã, as autoridades islâmicas não confirmam que os líderes supremos tenham ficado feridos ou mesmo tenham sido mortos no primeiro ataque.
Companhias aéreas de todo o mundo cancelaram voos para o Oriente Médio, sobretudo para Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Catar. No Brasil, as empresas Emirates e Qatar anunciaram o cancelamento de voos para o Oriente Médio por tempo indeterminado.
Analistas políticos e econômicos temem uma segunda-feira (2) de terror nos mercados financeiros globais com a possibilidade de uma alta expressiva dos preços do barril de petróleo. Há temos de que o barril possa ultrapassar a barreira dos US$ 100 por conta de o Irã ter uma das maiores reservas do mundo e ser um dos principais exportadores.
Líderes europeus condenaram os ataques, assim coo a China e a Rússia. Pediram a retomada dos ataques e a volta do diálogo, em consonância com um comunicado da ONU feito ao final da manhã. O governo brasileiro seguindo na mesma linha em comunicado divulgado no começo da tarde de sábado.
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