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Já escolheu seu destino descolado de férias para 2026?

Celso Masson,
para MR
21 de fevereiro de 2026
Em ano de Copa do Mundo e de eleições, essencial é planejar viagens fora dos roteiros óbvios em busca de experiências e novas visões de mundo

Passado o Carnaval, o ano enfim começa no Brasil. No ambiente corporativo, é hora de colocar em marcha os planos e investimentos desenhados para o período. No âmbito pessoal, quem ainda não elegeu o destino para as férias já está atrasado. Como 2026 é ano de Copa do Mundo e de eleições, o calendário de viagens tende a ficar comprimido. Além disso, é fato que o brasileiro mudou o jeito de viajar. Quer propósito, repertório e experiências que façam sentido para cada momento de vida. E essa combinação de exigências torna as escolhas mais seletivas.

Essa é a leitura de Gabriel Leite, fundador da Singular Luxury Travel, agência-butique especializada em roteiros personalizados de alto padrão. Segundo ele, o viajante amadureceu. “Não basta ser bonito ou famoso. O destino precisa provocar, emocionar, transformar.” A estética, com paisagens instagramáveis, segue como fator importante de escolha, mas agora vem acompanhada de conexão com o território e com autenticidade.

No Brasil, dois exemplos ilustram essa virada. A Praia do Preá, no Ceará, tornou-se refúgio de quem busca natureza preservada, vento perfeito para kitesurfe e hotéis sofisticados integrados à paisagem. Já o Inhotim, em Minas Gerais, deixou de ser passeio de um dia para assumir o papel de destino em si — combinando arte contemporânea e jardins exuberantes em ritmo de slow travel. A chegada por lá de um resort da rede Clara, que já havia conquistado hóspedes em duas unidades no interior paulista (Dourado e Ibiúna), fez toda a diferença ao acrescentar a Inhotim a hospitalidade de alto padrão que fazia tanta falta. 

Na Europa, cresce o interesse por cidades criativas e menos óbvias. A holandesa Amsterdã segue vibrante, mas divide atenções com a belga Antuérpia — compacta, sofisticada, polo de design e moda — e a espanhola (e basca) Bilbao, símbolo de revitalização urbana, gastronomia autoral e cultura basca pulsante. É uma Europa além dos cartões-postais, mais autoral e contemporânea.

Gabriel Leite, fundador da Singular Luxury Travel: “O destino precisa provocar, emocionar, transformar”

No eixo do luxo experiencial, a África aparece com força. O Delta do Okavango, em Botsuana, oferece safáris em lodges impecáveis, em um dos ecossistemas mais exclusivos do planeta. Já Ruanda emociona pelo avistamento de gorilas-das-montanhas e pelo turismo consciente, que combina conservação ambiental e impacto social positivo.

Na Ásia, a chinesa Xangai conversa com o brasileiro urbano e curioso. Futurista e intensa, mistura tradição milenar com inovação tecnológica radical, além de uma cena gastronômica efervescente. É destino para quem quer sentir o pulso do século XXI.

A Austrália se mantém em curva ascendente. Sydney combina praias urbanas, gastronomia vibrante e vida cultural sofisticada, enquanto Queenstown, cercada por paisagens alpinas, consolidou-se como capital mundial da aventura — com vinhos, esportes e qualidade de vida que dialogam com o estilo brasileiro.

Na América do Norte, as Rocky Mountains canadenses devem ganhar tração, impulsionado também pela Copa do Mundo de 2026. Lagos cristalinos, hotéis icônicos e montanhas cinematográficas reforçam o apelo de exclusividade e contato intenso com a natureza.

Hoje, o viajante quer voltar para casa diferente: com histórias que não cabem em posts. Se o ano começa agora, depois da folia, talvez seja a hora de planejar não apenas para onde ir, mas quais repertórios e visões de mundo deseja ampliar.

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