Homenageada como Empreendedora do Ano na 10ª Galeria de Notáveis de MONEY REPORT, Ângela Coelho da Fonseca, CEO da Jogê, afirmou que a moda íntima feminina vive um momento de reinvenção. Para ela, o segmento está deixando o estereótipo da sexualização e entrando no território do conforto, impulsionado por um consumo mais consciente. “A lingerie é o primeiro tecido que toca o nosso corpo — não faz sentido não tratá-la como item de bem-estar”, disse. Para Ângela, essa mudança ficou clara após a pandemia, quando as mulheres passaram a valorizar mais o tempo, a qualidade e os propósitos no cotidiano.
A executiva destaca que 2025 deve consolidar essa virada, com foco em produtos duráveis, sustentáveis e elaborados como parte de um ecossistema de cuidado. Ela compara o movimento ao que Renata França fez com o mercado de massagem, que deixou o imaginário erotizado para se tornar referência em wellness. “O desafio agora é repensar toda a cadeia”, afirma, lembrando que o Brasil fabrica algumas das melhores peças do mundo.
Publicado originalmente em 27/11/25