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Vídeo revela tornozeleira de Bolsonaro queimada; ex-presidente admite uso de ferro de solda

Da redação
22 de novembro de 2025
Diálogo com diretora penitenciária confirma que equipamento foi exposto ao calor; defesa tenta atribuir episódio a “surto”, enquanto Moraes vê intenção de fuga

Um vídeo anexado ao processo contra Jair Bolsonaro mostra a tornozeleira eletrônica do ex-presidente danificada e com marcas de queimadura. Nas imagens, a diretora-adjunta da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, Rita Gaio, questiona Bolsonaro sobre o estado do equipamento. Ele admite ter usado um ferro quente no aparelho.

O diálogo registrado no vídeo reforça a cena:

Diretora: “O senhor usou alguma coisa pra queimar?”

Bolsonaro: “Meti um ferro quente aqui.”

Diretora: “Ferro quente? De passar?”

Bolsonaro: “Não. Ferro de soldar.”

Diretora: “O senhor tentou puxar a pulseira?”

Bolsonaro: “Não rompi a pulseira, não.”

A diretora aponta que a pulseira está intacta, mas o “case” foi violado. Bolsonaro afirma ter feito o procedimento “no final da tarde”.

Segundo o despacho que embasou a ordem de prisão preventiva, a informação inicial repassada ao governo era de que o ex-presidente havia batido a tornozeleira na escada — versão descartada após a análise do vídeo e do dispositivo.

Equipamento trocado durante a madrugada

Após o disparo do alarme às 0h07 deste sábado (22), a equipe de segurança de Bolsonaro foi acionada e confirmou a violação. A tornozeleira foi substituída às 1h09, segundo informações do Blog da Andréia Sadi.

A defesa deve argumentar que Bolsonaro tentou romper o equipamento durante um surto, possivelmente relacionado à privação de sono ou ao uso de medicamentos. Aliados afirmam ainda que o ex-presidente acreditava que havia um dispositivo de escuta acoplado à tornozeleira.

A estratégia busca dissociar o episódio de qualquer plano de fuga.

Moraes vê intenção de rompimento para facilitar fuga

Para o ministro Alexandre de Moraes, no entanto, a violação do equipamento “constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica” para viabilizar uma fuga — que, segundo ele, teria apoio da vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio do ex-presidente

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