André Felipe de Oliveira Seixas Maia e Henrique Souza Silva Peretto deixaram a sede da PF em São Paulo após o fim do prazo de prisão temporária
Dois empresários investigados por fraudes financeiras no Banco Master foram soltos na noite desta quinta-feira (20). A Justiça Federal decidiu não prorrogar o prazo da prisão temporária, que havia sido decretada por três dias. Os alvos deixaram a sede da Polícia Federal (PF) em São Paulo após o encerramento da ordem judicial.
Foram libertados André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ex-funcionário do banco e diretor da Tirreno Consultoria, e Henrique Souza Silva Peretto, CEO da fintech Cartos. A PF alega que as duas empresas foram utilizadas para movimentação de recursos ilegais e lavagem de dinheiro. No caso da Tirreno, o capital social subiu de R$ 100 para R$ 30 milhões em apenas cinco dias em outubro de 2023.
Os dois empresários foram alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada na segunda-feira (17) para apurar suspeitas de concessão de crédito sem lastro, simulação de transações e ocultação de bens por parte do Banco Master e outras empresas parceiras. Cinco pessoas continuam presas preventivamente, incluindo Daniel Vorcaro, presidente do Master.
A PFl apreendeu R$ 229,7 milhões em ativos pertencentes aos alvos, incluindo um jato executivo, obras de arte e dinheiro vivo. Os investigadores acusam a existência de uma rede de empresas e pessoas físicas usadas para movimentar recursos entre diferentes instituições e dar uma impressão de origem lícita.
Além de Vorcaro, seguem presos Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia do Master; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria do Master e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master.
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