No Brasil, a companhia alcançou um resultado de R$ 4 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 16% na comparação com mesmo período de 2024, impulsionado pela dinâmica positiva de volume de vendas e preços
A Votorantim Cimentos, empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis, encerrou o terceiro trimestre deste ano com avanços de duplo dígito na receita líquida e no resultado operacional, explicados por maiores volumes de vendas e dinâmica de preços, suportados pela diversificação geográfica e de produtos. A companhia reportou uma receita líquida global de R$ 8,7 bilhões, crescimento de 15% na comparação com o mesmo período do ano passado, excluindo variação cambial. As vendas globais de cimento da empresa somaram 10,6 milhões de toneladas, aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2024.
O ebitda ajustado consolidado atingiu R$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 10% em moeda local em relação ao mesmo período de 2024. Novos negócios além do cimento continuam impulsionando os resultados, com aumento de 11% do ebitda em moeda local comparado ao mesmo período do ano anterior. A margem ebitda no terceiro trimestre foi de 28%, estável em comparação anual, excluindo itens não recorrentes que impactaram positivamente o período do ano anterior.
A Votorantim Cimentos encerrou o terceiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 967 milhões. Ao considerar apenas o atual portfólio da companhia, chega-se a um incremento de 3% no lucro líquido na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os investimentos (Capex) totalizaram R$ 831 milhões, aumento de 31% em relação ao mesmo período de 2024. O crescimento reflete a estratégia global de investimentos da Votorantim Cimentos em modernização e competitividade, além de projetos atrelados aos compromissos de descarbonização e novos negócios. Os projetos de sustentação, modernização e demais investimentos correspondem a 75% do total de Capex consolidado. O restante corresponde a investimentos em projetos de expansão.
Do plano de investimento de R$ 5 bilhões no Brasil entre 2024 e 2028, R$ 2,4 bilhões já estão em execução. Entre os principais projetos que avançaram no terceiro trimestre estão a operação do novo moinho de cimento da fábrica de Salto de Pirapora (SP) que acrescenta 1 milhão de toneladas por ano à capacidade instalada da fábrica. Também houve a inauguração de uma unidade dedicada à trituração de pneus inservíveis em Cuiabá (MT) com capacidade de processar até 1,5 mil toneladas por mês, que serão coprocessados e usados como combustível alternativo para abastecer a fábrica da companhia na capital mato-grossense.
“Encerramos o terceiro trimestre com evolução consistente do resultado operacional, além do crescimento de investimentos. Seguimos avançando em competitividade, descarbonização e novos negócios, suportados pela robustez da nossa companhia, mesmo diante de um cenário volátil e de cautela”, afirma Osvaldo Ayres, CEO global da Votorantim Cimentos.
No fechamento do terceiro trimestre de 2025, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida/ebitda ajustado, foi de 1,78x, mantendo o patamar do mesmo trimestre de 2024. Em setembro, a agência de classificação de riscos Fitch Ratings reafirmou a nota de crédito global da Votorantim Cimentos em “BBB”, com perspectiva estável, mantendo também o perfil de crédito de grau de investimento da companhia.
Em novembro, a companhia realizou a emissão de até R$ 1 bilhão em debêntures não conversíveis em ação no mercado nacional, em série única, com vencimento em 2033. A nova captação está alinhada à estratégia de gestão financeira da Votorantim Cimentos, focada na redução de custo e no alongamento do perfil da dívida.
Desempenho por região
No Brasil, a Votorantim Cimentos alcançou receita líquida de R$ 4 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 16% na comparação com mesmo período de 2024, impulsionado pela dinâmica positiva de volume de vendas e preços. O ebitda ajustado foi de R$ 927 milhões, crescimento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado, explicado pelo aumento da receita líquida e crescimento de novos negócios, parcialmente mitigado pelo aumento dos custos.
