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Infraestrutura inteligente consolidará operações da Motiva em rodovias e trilhos

Da redação
27 de setembro de 2025
Companhia comandada pelo CEO Miguel Setas investirá R$ 1 bilhão em IA, IoT e transição energética para colher eficiência em operações até 2035

Antiga CCR, a Motiva anunciou o investimento de mais de R$ 1 bilhão em inovação ao longo desta e da próxima década. O objetivo será aperfeiçoar tecnologias, como inteligência artificial, big data, automação, internet das coisas (IoT), transição energética e emprego de novos materiais. Tudo para aumentar a eficiência operacional das operações.

A expectativa é que os efeitos se tornem mais expressivos entre 2030 e 2035, após o período de testes e implementação das ferramentas. O volume dos recursos representa aproximadamente 0,5% da receita líquida anual da companhia – uma proporção alinhada com as práticas internacionais seguidas pelo setor.

A busca é pela aplicação de infraestrutura inteligente. O CEO Miguel Setas afirma: “Queremos avançar para a chamada smart infrastructure, com exemplos claros de smart roads [rodovias inteligentes] e smart rails [ferrovias inteligentes]”. Ele detalhou durante o Capital Markets Day, evento anual que reúne analistas e investidores, as seis frentes do plano tecnológico: inteligência artificial e GenAI; big data e analytics; sensorização e IoT; robotização e automação; transição energética; e novos materiais.

Em um cenário onde a descarbonização do setor de transportes se tornou inadiável e a integração de tecnologias para a melhora na eficiência energética esbarra em limitadores financeiros, o investimento pujante e estratégico da Motiva foi escolhido como A Tacada da Semana de MR.

A empresa já observa efeitos iniciais na eficiência. Entre o primeiro semestre de 2024 e o mesmo período de 2025, a Motiva reduziu R$ 200 milhões de seus custos reais, o que contribuiu para que a razão entre despesas operacionais e receita líquida atingisse 38% no primeiro semestre deste ano, antecipando a meta estabelecida para 2025.

O grupo também manteve suas projeções, como crescimento anual composto (CAGR) do ebitda ajustado entre 8% e 10% de 2025 a 2035 e reciclagem de capital entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões no mesmo período. Em relação ao estoque de projetos, a Motiva atualizou a estimativa de R$ 190 bilhões para R$ 160 bilhões, com foco em novas concessões de rodovias (R$ 100 bilhões) e trilhos (R$ 60 bilhões). Setas enfatizou que a companhia busca ativos premium em geografia estratégica, priorizando crescimento segmentado e sinérgico.

A empresa mantém investimentos em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, e prevê simplificar o portfólio com a venda de 20 ativos que estão na fase final do processo de seleção de compradores, incluindo aeroportos. Segundo Setas, o objetivo é concentrar esforços em projetos que gerem valor e controlem riscos, consolidando a transição da Motiva para operações mais tecnológicas e sustentáveis.

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