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IA ainda é um carro sem cinto de segurança, afirma líder da Kaspersky

Da redação
29 de setembro de 2025

O diretor-executivo da Kaspersky para as Américas, Cláudio Martinelli, trouxe a perspectiva de segurança digital para o V MONEY REPORT Innovation Day, focando na importância da ética e da regulamentação no avanço da inteligência artificial (IA). Ele comparou essa tecnologia aos conceitos de ficção científica, como em Star Wars e Matrix, mas ressaltou que, na prática, se trata da combinação de dados, processamento e matemática.

Martinelli enfatizou que a IA não é propriamente uma novidade, pois a Kaspersky a utiliza desde 2009 para reconhecer ameaças digitais sem intervenção humana. Diariamente, mais de 467 mil novas ameaças são descobertas por robôs da empresa, inclusive aquelas criadas por cibercriminosos de maior nível de sofisticação. Ele defendeu que a IA generativa é apenas “a ponta do iceberg” e que sua maior contribuição será na melhoria da qualidade de vida e da produtividade.

O executivo comparou o avanço com a evolução dos automóveis, que não nasceram com cintos de segurança ou airbags. Ele argumenta que as inovações vêm com riscos e que a regulamentação não seria, necessariamente, um impedimento, mas sim uma “aplicação ética do avanço”. Martinelli alertou que, enquanto a sociedade e as leis tentam acompanhar, os criminosos digitais usam a IA para explorar a “riqueza do século XXI: o dado”. Por fim, reforçou a necessidade de se pensar em segurança “antes da iniciação de um projeto” e que a IA, em última instância, depende da “inteligência humana”.

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