Voto do ministro do STF pela nulidade do processo e absolvição do ex-presidente repercute em agências e jornais dos EUA, Europa e Oriente Médio
O voto do ministro Luiz Fux na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em que defendeu a absolvição de Jair Bolsonaro das acusações de tentativa de golpe de Estado, chamou a atenção da imprensa internacional nesta quinta-feira (11).
Agências e jornais estrangeiros destacaram que Fux foi o primeiro a divergir no julgamento, argumentando que não havia provas suficientes para condenar o ex-presidente nos cinco crimes imputados e solicitando a nulidade do processo.
A Reuters ressaltou que, apesar da divergência, a condenação de Bolsonaro é considerada quase certa. A Associated Press enfatizou que Fux levou 13 horas para apresentar seu voto e que a decisão pode ser explorada pela defesa em recursos futuros.
Nos Estados Unidos, o The Washington Post observou que a discrepância abre espaço para estratégias jurídicas da defesa, enquanto a Bloomberg chamou atenção para a divisão interna na 1ª Turma. O Wall Street Journal classifica o episódio sob a manchete “Dois presidentes, um plano de assassinato: o julgamento do século no Brasil”.



Na América Latina, o jornal La Nación, da Argentina, afirmou que o voto de Fux pode permitir recursos da defesa inclusive em cortes internacionais, e o Clarín destacou seu pedido de nulidade do processo.
Em Portugal, o Expresso registrou que Fux votou pela absolvição e citou sua frase: “ninguém pode ser punido pela cogitação” de um golpe. O El País, da Espanha, tratou a divergência como enfraquecimento da unanimidade esperada na turma.

Na França, a emissora France 24 destacou o argumento de falta de jurisdição do STF, enquanto na Itália, a agência Ansa lembrou que Fux considerou insuficientes as provas para condenação. Já a Al Jazeera, do Qatar, enfatizou a falta de jurisdição como ponto central do voto do ministro.

O julgamento de Bolsonaro e de mais sete réus será retomado nesta quinta-feira (11), a partir das 14h, com expectativa de conclusão até sexta-feira (12), quando também deve ser definida a dosimetria das penas.
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