PATROCINADORES

Cartilha liberal, The Economist resume o ataque de Trump

André Vargas
26 de julho de 2025
Principal revista econômica citou “intimidação do Maga” que impulsiona popularidade Lula e pode fazer estragos na oposição bolsonarista

Em uma reportagem informativa sob o título “A surpreendente derrota de Trump no Brasil”, a revista The Economist lançada nesta sexta-feira (25) explica a crise tarifária deflagrada por Donald Trump contra as importações brasileiras. A publicação se posicionou com velada simpatia em favor dos brasileiros, apesar das observações sobre nosso protecionismo. É destacado que as pesquisas de opinião indicam uma virada das simpatias em favor de Lula, apesar do objetivo de Trump – dos Bolsonaro – ser o oposto.

Para quem está aqui, nada há de novo. O que vale é o informado ao público de fora.

Sobre o tarifaço

Raramente, desde o fim da Guerra Fria, os Estados Unidos interferiram tão profundamente em um país latino-americano.

[…] o gatilho para o ataque de Trump parece ter sido a cúpula dos Brics, um grupo de países emergentes, que o Brasil sediou nos dias 6 e 7 de julho.

O Brasil é uma das economias mais fechadas do mundo.

Trump e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, são inimigos ideológicos

Resposta brasileira

Lula as ameaças de “chantagem inaceitável” e um ataque à soberania do Brasil. Ele também ameaçou começar a tributar empresas de tecnologia americanas. O Congresso brasileiro, controlado por partidos de direita, uniu-se em torno de Lula e está cogitando tarifas retaliatórias.

Lula os chamou de “traidores”. “Que se envergonhem, se escondam em sua covardia e que este país viva em paz!”, disse ele em comício.

Efeito colateral

Se atrair a ira de Trump deveria fortalecer a direita brasileira antes das eleições gerais do ano que vem, o plano está saindo pela culatra. Brasileiros de todos os tipos estão apoiando Lula. Estátuas de Trump foram queimadas nas ruas. O índice de aprovação de Lula, que vinha caindo, melhorou. Ele agora lidera o grupo de potenciais candidatos para a corrida do próximo ano.

O impacto provavelmente recairá desproporcionalmente sobre as empresas sediadas em regiões que são redutos de Bolsonaro.

Confederação Nacional dos Agricultores (CNAA), geralmente uma referência a Bolsonaro, tenha condenado a “natureza política” das tarifas de Trump.

Concorrência

O Pix estimulou a concorrência no setor bancário brasileiro, antes decadente, ao oferecer infraestrutura de baixo custo para que empresas iniciantes possam facilmente fornecer serviços financeiros.

Incertezas

Se as tarifas entrarem em vigor e a crise econômica se instalar, Lula terá dificuldade em atribuir toda a culpa a Bolsonaro. A questão é quem, aos 79 anos, recuará primeiro: o impetuoso Trump ou o obstinado Lula.


Eduardo Bolsonaro

“Trump é alguém que admiro, alguém que admiro, alguém que quero conhecer melhor para que, quem sabe, no futuro, se eu estiver no poder, eu possa seguir seus passos no Brasil”

Dados prováveis
  • 110 mil brasileiros perderão seus empregos se as tarifas entrarem em vigor, principalmente na agricultura, informa a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • 86% das importações brasileiras enfrentam barreiras não tarifárias
  • 77% incidem sobre importações dos EUA
  • 72% sobre as importações globais
  • 0,4 ponto percentual deve ser a redução do crescimento brasileiro com as tarifas, atingindo 2% ano anos, estima o banco Goldman Sachs

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve