Órgão enviou ao STF conclusão do inquérito que apura existência de estrutura ilegal de espionagem na agência de inteligência
A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre o aparelhamento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para a espionagem de opositores durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). O caso é conhecido como Abin Paralela. O deputado federal do PL-RJ, Alexandre Ramagem (imagem), ex-diretor da Abin, e o vereador do Rio, Carlos Bolsonaro (PL), estão entre os indiciados na investigação. Ao todo, são 36 citados.
A investigação também respingou na atual gestão. Constam na lista de indiciados o atual diretor-geral da Abin, o delegado federal Luiz Fernando Corrêa, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o número dois da agência Alessandro Moretti. Nome de confiança do PT, Corrêa já havia chefiado a PF no segundo mandato de Lula, entre 2007 e 2001.
A PF aponta que houve conluio entre a atual gestão da Abin e a direção anterior para evitar que monitoramentos ilegais viessem a público. Segundo o inquérito, a Abin foi aparelhada por um esquema de espionagem ilegal para atender a interesses políticos e pessoais de Bolsonaro e integrantes de sua família.
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