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PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem no caso da Abin Paralela

Da redação
17 de junho de 2025
Órgão enviou ao STF conclusão do inquérito que apura existência de estrutura ilegal de espionagem na agência de inteligência

A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre o aparelhamento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para a espionagem de opositores durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). O caso é conhecido como Abin Paralela. O deputado federal do PL-RJ, Alexandre Ramagem (imagem), ex-diretor da Abin, e o vereador do Rio, Carlos Bolsonaro (PL), estão entre os indiciados na investigação. Ao todo, são 36 citados.

A investigação também respingou na atual gestão. Constam na lista de indiciados o atual diretor-geral da Abin, o delegado federal Luiz Fernando Corrêa, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o número dois da agência Alessandro Moretti. Nome de confiança do PT, Corrêa já havia chefiado a PF no segundo mandato de Lula, entre 2007 e 2001.

A PF aponta que houve conluio entre a atual gestão da Abin e a direção anterior para evitar que monitoramentos ilegais viessem a público. Segundo o inquérito, a Abin foi aparelhada por um esquema de espionagem ilegal para atender a interesses políticos e pessoais de Bolsonaro e integrantes de sua família.

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