Setor emprega mais de 28 milhões de pessoas no Brasil, impulsionado por inovação tecnológica, aumento da demanda e ampliação das oportunidades de carreira
O agronegócio brasileiro consolida sua posição como principal motor de geração de empregos no país, com 28,4 milhões de trabalhadores ocupados no terceiro trimestre de 2024. O dado, levantado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) e pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), representa 26% do total de ocupações nacionais e reforça a relevância do setor, especialmente no Dia do Trabalhador Rural, celebrado em 25 de maio.
O volume de profissionais empregados no agro supera até mesmo o número total de empregos do estado de São Paulo no mesmo período, que foi de 24,7 milhões, segundo o SIDRA/IBGE. O contraste ressalta a força do setor no desenvolvimento social e econômico do país.
Mais do que força no campo, o agronegócio vive um momento de transformação digital. Com a modernização das operações e a integração de novas tecnologias, áreas como logística, gestão, serviços técnicos e tecnologia se tornam cada vez mais estratégicas, abrindo espaço para novos perfis profissionais e ampliando o leque de oportunidades.
“O avanço da digitalização conecta toda a cadeia produtiva a novas possibilidades de negócios e cria uma demanda crescente por profissionais especializados”, afirma Robson Rizzon, Chief Commercial Officer da Orbia, plataforma de soluções digitais para o agro. Segundo ele, a inovação está ampliando a produtividade e diversificando os caminhos de atuação no setor.
Dados do Guia Salarial de Agro 2024, da consultoria Fox Human Capital, revelam salários compatíveis com a sofisticação crescente do segmento. CEOs do agro podem ganhar entre R$ 60 mil e R$ 200 mil mensais, com média de R$ 130 mil. CTOs têm remuneração média de R$ 52 mil. Já os Representantes Técnicos de Vendas (RTVs) recebem entre R$ 8 mil e R$ 18.645, com média de R$ 13.842,50.
A área comercial também se destaca pela estabilidade e forte demanda, mesmo diante de oscilações econômicas. Segundo Rizzon, “é um dos poucos segmentos que segue contratando mesmo em períodos de retração”.
O uso de marketplaces agrícolas tem potencializado ainda mais essa movimentação. Plataformas digitais permitem acesso facilitado a insumos, crédito, benefícios e consultoria, ao mesmo tempo que geram oportunidades para distribuidores, cooperativas, técnicos e consultores. Os RTVs, por exemplo, passaram a atuar também como afiliados digitais, recomendando produtos e impulsionando vendas online, o que amplia o potencial de ganhos e empreendedorismo.
Esse dinamismo é confirmado por dados do Cepea, que apontam crescimento expressivo na agroindústria e nos agrosserviços, exigindo equipes multidisciplinares e cada vez mais qualificadas.
“O agronegócio brasileiro está em um novo patamar. Celebrar o Dia do Trabalhador Rural é também reconhecer o papel estratégico desses profissionais na transformação do setor e no desenvolvimento do país”, conclui Rizzon.
