É a maior queda para o período em quatro anos. Recuos foram registradas no Rio Grande do Sul (-3,4%), São Paulo (-3,1%) e Mato Grosso (-2%)
A Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou nesta quinta-feira (6) uma queda de 0,3% entre dezembro e janeiro. No acumulado em 12 meses, a produção industrial variou -0,2%, com resultados negativos em oito estados.
As maiores quedas no período foram registradas por Rio Grande do Sul (-3,4%), São Paulo (-3,1%) e Mato Grosso (-2,0%). O recuo da produção industrial em São Paulo veio após uma retração de 0,8% no mês anterior. Com isso, a indústria do estado acumula queda de 3,9% nesses dois meses. “Podemos observar que, no mês de janeiro, a indústria automobilística costuma dar férias coletivas e com isso há queda de produção. Também há uma certa cautela na produção do setor, já que o desabastecimento de insumos e o encarecimento de matéria-prima vêm causando impacto no ritmo da produção”, explicou o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.
No Rio Grande do Sul, a retração de janeiro eliminou o ganho de 1,9% que havia sido registrado em dezembro. O resultado também está ligado ao setor de derivados do petróleo. Além de ser a maior retração entre os locais apurados na pesquisa, o resultado negativo da produção do Rio Grande do Sul foi o segundo de maior influência sobre o índice nacional.
No Mato Grosso, a retração interrompeu dois meses seguidos de expansão, quando havia ganho acumulado de 9,3%. Outros resultados negativos vieram do Rio de Janeiro (-1,0%), Santa Catarina (-1,0%), Pará (-0,4%), Paraná (-0,3%) e Bahia (-0,2%).
Já Espírito Santo (18,6%) e Pernambuco (17,3%) foram os locais em que houve maior expansão. A alta da produção capixaba foi antecedida por um recuo de 5,2% em dezembro, enquanto a indústria pernambucana eliminou, com o avanço de janeiro, parte da perda de 26,2% acumulada nos últimos quatro meses do ano passado. Os demais resultados positivos, ainda na comparação com o mês anterior, vieram da Região Nordeste (6,1%), Goiás (2,5%), Amazonas (2,4%), Ceará (1,5%) e Minas Gerais (0,6%).
