Mais uma vez, Itaú lidera o ranking nacional. Americanas perdeu posições após escândalo fiscal
O ranking das marcas brasileiras mais valiosas, realizado anualmente pela Interbrand, teve poucas mudanças no ciclo 2022-2023.
Com larga vantagem, o Itaú mantém a liderança, lugar que ocupa há mais de 20 anos, com valor de marca estimado em R$ 44,3 bilhões, seguido respectivamente por Bradesco, com R$ 28,6 bilhões; Skol, com R$ 18,8 bilhões; Brahma, com R$ 13,3 bilhões e, por fim, Banco do Brasil, com R$ 10,3 bilhões. Somadas, as 25 marcas que compõem o ranking ultrapassaram o valor de R$ 153 bilhões, representando um crescimento de 6% na comparação com a edição anterior.
Entre os destaques da atual versão do estudo está o Nubank, que estreou na tabela logo depois da abertura de capital, já ocupando a 7ª posição, com valor de marca estimado em R$ 3,8 bilhões. Desde o início de suas operações no Brasil, a empresa abraçou a missão de lutar contra a complexidade do segmento para empoderar as pessoas, gerando admiração, confiança e afinidade com o seu público.
Após o escândalo contábil, a Americanas deixou o rol das 10 mais valiosas, caindo para a 19ª colocação. O valor da marca caiu de R$ 1,8 bilhão para pouco mais de R$ 800 milhões.
Para chegar a uma cifra, o levantamento considera três aspectos principais: desempenho financeiro, o papel que a marca desempenha nas decisões de compra e força competitiva. A lista considera apenas marcas fundadas no Brasil.
Veja as marcas mais valiosas do Brasil
- Itaú: R$ 44,4 bilhões
- Bradesco: R$ 28,6 bilhões
- Skol: R$ 18,9 bilhões
- Brahma: R$ 13,3 bilhões
- Banco do Brasil: R$ 10,3 bilhões
- Natura: R$ 9,7 bilhões
- Nubank: R$ 3,8 bilhões
- Petrobras: R$ 3,5 bilhões
- Magazine Luiza: R$ 3,3 bilhões
- Vivo: R$ 2,9 bilhões
- Renner: R$ 1,9 bilhão
- XP: R$ 1,8 bilhão
- Ipiranga: 1,2 bilhão
- Drogasil: R$ 1,16 bilhão
- Claro: R$ 1,11 bilhão
- Porto Seguro: R$ 980 milhões
- Havaianas: R$ 942 milhões
- Cielo: R$ 941 milhões
- Americanas: R$ 844 milhões
- Assaí: R$ 724 milhões
- Atacadão: R$ 684 milhões
- PagSeguro: R$ 645 milhões
- Localiza: R$ 625 milhões
- Sulamérica: R$ 610 milhões
- Hering: R$ 583 milhões
Fatores de crescimento
Em comum, as marcas com maior crescimento na atual edição do estudo apontam três fatores principais como catalisadores do resultado positivo: alinhamento, empatia e presença. “Alinhamento é o quanto a organização está comprometida com a mesma estratégia. Empatia é o quanto a empresa responde de forma ativa e eficaz aos desejos e necessidades do consumidor. Presença se relaciona ao quanto a marca é considerada e relembrada no momento de decisão de compra”, explica Beto Almeida, CEO da Interbrand.
“As marcas de maior crescimento do estudo foram as que souberam se adaptar as rápidas alterações comportamentais de seu público nesta era onde a rapidez e certeza da mudança dão forma ao novo normal”, complementa Almeida.
Por fim, vale ressaltar que as cinco primeiras marcas do ranking representam 75% do valor total da tabela, enfatizando o longo caminho que essas empresas percorreram ao tentar garantir a presença constante na mente dos clientes. As categorias mais representativas da lista são: serviços financeiros (59%), bebidas alcoólicas (22%) e varejo (12%).
