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Vendas no varejo recuperam fôlego em janeiro e crescem 1,02%

Da redação
13 de fevereiro de 2023
Resultado positivo registrado no primeiro mês do ano reflete, principalmente, o mercado de bens de consumo

Depois de um fim de ano em ritmo mais lento, as vendas do varejo voltaram a ganhar fôlego em janeiro, com crescimento de 1,02%, puxadas pelas compras de volta às aulas. Os dados são do Índice de Atividade Econômica Stone Varejo, indicador lançado agora pela empresa de adquirência.

“O fim de ano foi fraco, mas janeiro aparenta recuperação muito boa. Praticamente todos os estados demonstraram avanço”, conta pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, responsável pelo levantamento, Matheus Calvelli.

O resultado positivo registrado no primeiro mês do ano reflete, principalmente, o mercado de bens de consumo. Dois segmentos se destacaram: o de papelarias e livrarias e o de tecidos, vestuários e calçados. Eles foram puxados pela normalização do calendário de volta às aulas, que sofria impactos desde a pandemia. O setor de papelarias e livrarias teve alta de 16,51% em relação a janeiro de 2022.

Já o de vestuário chamou a atenção por reverter uma trajetória de queda, com aumento de 10,36% no volume de vendas do período analisado, após quedas de 5,14% e 2,87%, respectivamente, em novembro e dezembro do ano passado.

Regiões

O novo índice traz dados regionais, que demonstraram força no varejo. Dos 27 Estados, 18 registraram um início de 2023 positivo. Alguns dos destaques foram Espírito Santo (12,02%), Pará (9,03%), Paraíba (8,19%), Minas Gerais (6,77%), Santa Catarina (5,86%), Paraná (5,59%), Piauí (4,73%) e Bahia (4,55%).

Já os estados que apresentaram queda foram Rio Grande do Norte (4,73%), Rio Grande do Sul (3,19%), Sergipe (1,31%) e Rio de Janeiro (0,76%), além do Distrito Federal (4,16%).

Novo indicador

Divulgado já na primeira quinzena de fevereiro, o objetivo é que Índice de Atividade Econômica Stone Varejo seja o primeiro indicador do varejo a ser publicado todos os meses, argumentam Calvelli e Vinicius Carrasco, economista-chefe da Stone.

“Como a Stone está em contato direto com varejista, observa a pulsação do varejo e tem inferência bastante boa da atividade. A ideia é ter frequência maior e sem a demora dos índices oficiais. Agora, por exmeplo, estamos começando a ver os efeitos da política monetária sobre a atividade”, diz Carrasco. Na base de dados da companhia, há indicadores desde 2019.

O que MONEY REPORT publicou

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