É a maior alta do consumo no ano. Projeção máxima da Abras é de 3,3%
O Índice Nacional de Consumo dos Lares Brasileiros da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) registrou alta de 3,02% até outubro. É a maior alta do consumo no ano e o indicador aproxima-se do crescimento acumulado durante todo o ano passado (3,04%).
No mês de outubro, houve alta de 8,1% no consumo em relação ao mesmo mês de 2021. Já na comparação com setembro de 2022 a alta foi de 6,27%. A projeção da associação para 2022 é de crescimento 3% a 3,3%.
Segundo o vice-presidente Institucional da Abras, Marcio Milan, o pagamento antecipado de benefícios sociais contribuiu para o aumento do consumo nos lares. A antecipação beneficiou 21,13 milhões de famílias com o repasse de R$ 12,8 bilhões. Com a injeção dos recursos, a alta do consumo nos lares foi de 6,27% em outubro ante setembro.
“É notável o quanto o aumento no valor do Auxílio Brasil e a inclusão constante de beneficiários em condições de vulnerabilidade social expandiram o consumo de alimentos neste segundo semestre e, de forma mais expressiva, em outubro. Esses recursos elevaram o consumo próximo ao patamar acumulado ao longo de 2021 e, se mantidos, eles devem ajudar as famílias de menor poder aquisitivo a abastecer seus lares”, analisa o vice-presidente Institucional da Abras, Márcio Milan.
Queda na cesta
O AbrasMercado — indicador que mede a variação de preços nos supermercados — registrou em novembro recuo de 0,98% no preço da cesta composta exclusivamente por alimentos, dentre eles: leite longa vida (-6,28%), feijão (-3.39%), óleo de soja (-0,94%), café moído (-0,44%), carne bovina – traseiro (-0,41%), açúcar (-0.35%), queijo (-0,17%).
A queda ocorreu em todas as cinco regiões do país. Na média nacional, o preço da cesta passou R$ 319,57 em outubro para R$ 316,45 em novembro.
