Depois da Vue International é a vez da Cineworld entrar em reestruturação. A AMC luta para escapar
A Cineworld, a segunda maior cadeia de cinema do mundo, está se preparando para um possível pedido de falência nos EUA depois de alertar o mercado esta semana que passava por discussões para reestruturar o negócio e buscar dinheiro extra. As informações são do portal Deadline.
O pedido de falência (Chapter 11, nos EUA) com fins de reestruturação do negócio e renegociação de dívidas foi “uma opção” em consideração pela rede, que também possui a marca Regal Cinemas, com sede nos EUA. O escritório de advocacia Kirkland & Ellis está assessorando no processo.
Pandemia afetou cinemas
A indústria cinematográfica é um dos setores mais atingidos da indústria de entretenimento, visto que a covid-19 forçou o fechamento de salas durante um longo período. A Cineworld não está sozinha. A Vue International está sendo reestruturada e a AMC manobra para evitar o risco de falência.
No geral, as bilheterias tiveram um ótimo retorno com os lançamentos de verão. Mas é um momento de flexibilização, pois as consequências do covid continuam afetando as datas de estreia. O terceiro trimestre deste ano, por exemplo, não ganhanou muitos lançamentos, o que provocou ociosidade. Além disso, há poucas empresas especializadas em efeitos visuais, o que limita a produção de blockbusters, ideais para as telas grandes.
“Apesar de uma recuperação gradual da demanda desde a reabertura em abril de 2021, os níveis recentes de vendas de ingresso ficaram abaixo das expectativas. Esses níveis se devem a uma lista limitada de filmes que deve continuar até novembro de 2022 e, então, impactar negativamente as negociações e a posição de liquidez da nossa companhia no curto prazo”, ressaltou, em nota, a Cineworld.
Deste modo, a a empresa está tomando medidas para garantir que tenha força e flexibilidade de balanço para se adaptar às condições do mercado. Em março de 2021, a Cineworld registrou receitas de US$ 1,805 bilhão. O lucro operacional também se recuperou, atingindo US$ 15,8 milhões, contra o prejuízo de US$ 2,258 bilhões de 2020. De certa forma, foi uma boa melhoria depois de um ano tão complicado.
Para finalizar, o grupo também ressaltou que continua a manter um controle rígido sobre seus custos operacionais e fluxo de caixa e que está em boa posição para se beneficiar da recuperação esperada da indústria. Até agora este ano, as ações da empresa perderam 90% do valor.
