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Gol tem prejuízo de R$ 2,8 bi e reduz projeções com alta do combustível

Da redação
14 de março de 2022
Já a receita líquida da empresa somou R$ 2,9 bilhões entre outubro e dezembro do ano passado, alta de 54,5%

A Gol registrou prejuízo líquido de R$ 2,8 bilhões no quarto trimestre de 2021, revertendo lucro de R$ 16,9 milhões no quarto trimestre de 2020. Segundo a operadora aérea, o resultado trimestre foi impactado negativamente por despesas em decorrência do investimento necessário para retornar as aeronaves e motores ociosos para a operação, além da depreciação do real frente ao dólar em 3,5%.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (ebitda, na sigla em inglês) ajustado recorrente cresceu 146,9%, totalizando R$ 856,6 milhões. Já a margem ebitda ajustada recorrente atingiu 29,3% no período, alta de 11 pontos percentuais frente à margem registrada no quarto trimestre de 2020, à medida que a demanda prosseguiu sua tendência de retomada.

A receita líquida somou R$ 2,9 bilhões entre outubro e dezembro do ano passado, alta de 54,5% na comparação com igual etapa de 2020. O ebit ajustado registrado no trimestre foi de R$ 856,6 milhões. A margem operacional foi de 29,3%. Em uma base por assento-quilômetro disponível, o EBIT ajustado atingiu R$ 9,72 centavos.

Mudança nas projeções

A Gol atualizou suas projeções em função do aumento esperado de 30% nos preços de combustível de aviação:

  • A operadora aérea reduziu sua expectativa para margem ebitda de 11% para 10% em 2022.
  • Para receita líquida, a companhia estima a cifra de R$ 13,7 bilhões, antes a previsão era de R$ 14 bilhões
  • A expectativa de lucro por ação também foi reduzida este ano, passando de R$ 0,26 para R$ 0,00
  • Em relação ao endividamento, a Gol espera que o indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, atinja 8 vezes no final dezembro/22, contra 7 vezes da projeção anterior

Para 2022, a companhia manterá o foco na transformação da frota e prevê, que até o final do ano, 44 aeronaves 737-MAX estejam em operação, representando cerca de 32% da frota total. Como resultado desse processo de modernização, a GOL espera redução de aproximadamente 8% no seu custo unitário.

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