Siderúrgica teve lucro líquido de R$ 1,06 bilhão no quarto tri; fabricante de aviões saiu do prejuízo; mas há quedas
Natura&Co
A fabricante de produtos de beleza Natura &Co registrou um avanço de 292% no lucro líquido do quarto trimestre de 2021, para R$ 695,4 milhões, mesmo com a receita líquida recuando 3% ante mesmo período de 2020, para R$ 11,64 bilhões, impulsionada pela integração da Avon mais rápida do que o esperado.
A empresa, que detém ainda as marcas The Body Shop e Aesop, teve receita líquida de R$ 11,6 bilhões, queda de 3% sobre o quarto trimestre de 2020. Porém, o desempenho ficou praticamente em linha com a expectativa média de analistas, de R$ 11,5 bilhões. O presidente-executivo da Natura, Roberto Marques, afirmou que a companhia suspendeu por ora os planos para migrar sua listagem primária para a bolsa de Nova York em meio à volatilidade dos mercados exacerbada pela guerra na Ucrânia.
Via
A Via teve lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 29 milhões no quarto trimestre, queda de 91,4% ante mesmo período de 2020. No consolidado do ano, porém, a varejista registrou prejuízo líquido de R$ 297 milhões, revertendo o lucro de R$ 1 bilhão reportado no ano anterior. A receita líquida encolheu 14,2% na base anual, para R$ 8,12 bilhões. No acumulado de 2021, o indicador somou R$ 30,9 bilhões, alta de 7% ante o ano anterior.
Já o desempenho operacional medido pelo lucro antes de impostos, juros, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado evoluiu cerca de 7% no período na comparação anual, para R$ 734 milhões.
O resultado financeiro líquido da Via ficou negativo em R$ 438 milhões, uma piora de praticamente 517% em relação ao mesmo período de 2020, segundo a companhia, refletindo principalmente o aumento da Selic e da antecipação de recebíveis de cartão de crédito.
Embraer
A Embraer encerrou o quarto trimestre de 2021 com lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 11,1 milhões, contra prejuízo de R$ 7,7 milhões um ano antes, em recuperação dos efeitos negativos da covid-19 sobre a aviação comercial no mundo e do fim do acordo com a Boeing.
A empresa projeta receita líquida consolidada de US$ 4,5 bilhões a US$ 5 bilhões em 2022, crescimento ante os US$ 4,2 bilhões registrados em 2021.
CSN
A CSN registrou lucro líquido de R$ 1,06 bilhão no quarto trimestre, 73% abaixo do registrado no mesmo período de 2020, diante da piora do resultado na linha financeira. A receita líquida avançou cerca de 6% no período, para R$ 10,4 bilhões. No acumulado do ano, o lucro atribuído mais que triplicou, para R$ 13,6 bilhões, com fortalecimento de todos os negócios e um faturamento de aproximadamente R$ 48 bilhões.
CSN Mineração
A CSN Mineração reportou lucro líquido de R$ 704 milhões no quarto trimestre, queda de 48% ante o mesmo período de 2020. No consolidado de 2021, o lucro ficou 58% acima do visto no ano anterior, a R$ 6,37 bilhões. A receita líquida caiu 45% na base trimestral, para R$ 2,65 bilhões, enquanto somou R$ 19,03 bilhões entre janeiro e dezembro do ano passado, com avanço de 38%, refletindo a alta do minério de ferro.
Guararapes
A Guararapes, dona da Riachuelo, registrou lucro líquido de R$ 304,6 milhões no quarto trimestre, queda de 17% na comparação com o mesmo período de 2020. No acumulado do ano, houve lucro de R$ 453,1 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 27,1 milhões vistos no ano anterior.
Pague Menos
A Pague Menos teve lucro líquido contábil de R$ 21,1 milhões no quarto trimestre, queda de 44%, ante o mesmo período de 2020. A receita bruta somou R$ 2,07 bilhões no trimestre, alta de 6% ante o mesmo intervalo de 2020.
Segundo a empresa, o resultado foi motivado pela “inauguração de 48 lojas no período, que pressionou pontualmente o SG&A [despesas com vendas, gerais e administrativas] no trimestre, mas que será impulsionador de margens nos próximos períodos com a maturação das lojas.”
Moura Dubeux
A Moura Dubeux teve lucro R$ 14,3 milhões no quarto trimestre, um aumento de 65% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho refletiu um avanço na margem bruta a partir da redução da participação dos estoques antigos nas vendas. A receita líquida, na comparação trimestral, recuou 25%, para R$ 142,7 milhões.
Tegma
A Tegma Gestão Logística registrou lucro líquido de R$ 29,3 milhões no quarto trimestre, alta de 2% ante o mesmo período de 2020. Entre janeiro e dezembro, houve alta de 47%, para R$ 107,8 milhões. A receita líquida teve queda de 2,6% ante o mesmo período do ano anterior, para R$ 304,9 milhões. No ano, o faturamento teve ligeira queda de 0,5%, para R$ 1 bilhão.
A administração da empresa também propôs a distribuição de dividendos e JCP de R$ 22,4 milhões referentes ao exercício de 2021 que, se aprovada, corresponderá a 71% do lucro líquido ajustado do ano.
Valida
A Valid, empresa que atua nos segmentos de meios de pagamento, sistemas de identificação e telecomunicações, registrou lucro atribuível aos controladores de R$ 30 milhões no quarto trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 54 milhões apurado em igual período do ano anterior. A receita líquida foi de R$ 583,7 milhões, alta de 8% no trimestre.
Lavvi
A Lavvi registrou lucro líquido de R$ 25 milhões no quarto trimestre, o que representa uma queda de 54% em relação ao mesmo período de 2020. O lucro líquido total de 2021 foi de R$ 178 milhões, 90% acima de 2020.
CSU
A CSU registrou lucro líquido de R$ 16,7 milhões no quarto trimestre, alta de 19% sobre o mesmo período de 2020.
Sequoia
A Sequoia registrou lucro líquido ajustado de R$ 21,5 milhões no quarto trimestre, o que representa uma baixa de 30% na comparação anual. Segundo a empresa, a redução é explicada por efeito positivo pontual ocorrido no ano passado, que elevou a base comparativa. Excluindo este efeito, a variação do lucro líquido teria sido positiva em 1,4%
