O mercado de caminhões seguirá crescendo em 2022, após o forte ritmo de dois dígitos observado neste ano. E o de ônibus deve iniciar uma recuperação, após dois anos de crise gerada pelas medidas de isolamento social, afirmou nesta quinta-feira (9) o presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes (imagem).
Até o fim de novembro, as vendas de caminhões novos no Brasil acumularam alta de 46% sobre o mesmo período do ano passado, enquanto as de ônibus ficaram praticamente estagnadas, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Neste mesmo período, as vendas de pesados da Volkswagen acompanharam o desempenho do mercado, avançando 46,8%, enquanto as da Mercedes-Benz, principal rival da companhia no país, avançaram 27,3%.
A empresa tem uma previsão de investimento de R$ 2 bilhões entre 2021 e 2025 e trabalha em dois turnos, mas com espaçamento maior entre funcionários devido aos riscos da pandemia. Isso permitiu que a companhia elevasse em 25% o total de funcionários na fábrica desde o início da pandemia no país. Hoje são cerca de 5 mi. Cortes afirmou que para 2022, a empresa já está “bem posicionada em termos de pessoal”.
