As fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus produziram 66.760 bicicletas em maio. De acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), divulgado nesta terça-feira (15), esse foi o melhor resultado alcançado em 2021. O volume foi 30,2% superior às 51.281 unidades que saíram das linhas de montagem em abril e 209,3% maior na comparação com mesmo mês de 2020 (21.587 bicicletas), quando as fábricas foram fortemente impactadas pela pandemia. Nos cinco primeiros meses do ano, a produção de bicicletas totalizou 288.943 unidades, o que corresponde a uma alta de 42,6% frente o mesmo período de 2020 (202.581 unidades).
Na avaliação do vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, os números apurados em maio e no acumulado de 2021 reforçam a percepção de que o setor tem capacidade de produzir mais, porém está limitado pelo desabastecimento de peças e componentes. “Ainda não conseguimos atender toda a demanda de bicicletas. Temos a capacidade, mas ainda faltam insumos para abastecer as linhas de produção, já que cerca de 50% das peças são importadas”, apontou. “A questão de insumos é global e atinge não apenas o nosso segmento, mas diversas outras cadeias produtivas em todo o mundo devido os impactos da pandemia”, acrescentou.
O dirigente indicou que a normalização do ritmo de produção ainda deve demorar alguns meses. “Todas as associadas da Abraciclo estão se esforçando para suprir o mercado o mais rápido possível e atender ao consumidor”, comentou. Diante do cenário e levando em consideração a procura pelas bicicletas como instrumento de trabalho, além de uma opção para fugir da aglomerações no transporte público, Gazola aposta que a tendência é de que o mercado continue aquecido. “Nossa expectativa é de fabricar 750.000 unidades, o que representa um aumento de 12,8% em relação ao ano passado”, completou.
