Em um novo vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (5), o ex-assessor especial da Presidência da República Arthur Weintraub (imagem) explicou como atuava no gabinete paralelo que não existiu durante a pandemia em 2020. No último ano, ele foi designado pelo presidente Jair Bolsonaro para acompanhar questões relativas ao tratamento precoce.
Em depoimento à CPI da Pandemia no Senado, a médica Nise Yamaguchi afirmou ter se encontrado com Arthur durante reuniões que discutiam o uso da cloroquina para o tratamento. “Agora, mais recentemente, começaram a colocar o meu nome, como chefe de um, de um gabinete de paralelo, que nunca existiu. Os contatos existem, eram contatos de cientistas, com Oxford, contatos de cientistas de universidades renomadas, virologistas, médicos que que atuam em áreas de ponta”, explicou. Weintraub contou que só fazia a ponte entre o Planalto, os contatos e as pesquisas científicas. “A gente defendia a liberdade do médico de salvar a vida do paciente do jeito que ele achasse melhor”, justificou.
Esclarecendo, sem medo da verdade.https://t.co/AfcKBexxw0
— Arthur Weintraub (@ArthurWeint) June 5, 2021
Ele também confirmou contato com Yamaguchi e o virologista Paolo Zanotto, presentes no vídeo da reunião do gabinete paralelo divulgado pela reportagem do site Metrópoles na sexta-feira (4).
🚨 Exclusivo! O Ministério Paralelo em ação. Vídeos comprovam aconselhamento feito por médicos a Bolsonaro em pleno Palácio do Planalto. Enquanto emails da Pfizer seguiam sem resposta, grupo levantava desconfiança sobre vacinas e tinha Osmar Terra como "padrinho".
— Metrópoles (de 🏠) (@Metropoles) June 4, 2021
🎥:@SamPancher pic.twitter.com/kxR5tNLlFp
