O presidente Jair Bolsonaro está com alguns abacaxis econômicos para resolver e não esconde sua irritação. Entre outras crises, Bolsonaro tem sido pressionado a resolver o impasse da retomada do pagamento do auxílio emergencial e amenizar o descontentamento dos caminhoneiros em relação ao preço dos combustíveis. “A culpa é de quem? É tudo minha?”, questionou nesta sexta-feira (12) o presidente a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.
O incômodo de Bolsonaro se dá pelo fato de as soluções para os problemas passarem pelo compromisso com o teto de gastos e a Lei de Responsabilidade Fiscal. A volta do benefício depende de cortes e eventuais medidas impopulares que a equipe econômica precisa definir. Já para conter a alta do diesel, o presidente sinalizou anteriormente a possibilidade de reduzir o PIS/Cofins. A legislação, no entanto, exige uma compensação em caso de corte de tributos – para não impactar na arrecadação.
E a criação de um imposto sobre transações digitais nos moldes da antiga CPMF? Ao que parece, o presidente ainda resiste à ideia.
