O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou na quarta-feira (27) a interferência do Palácio do Planalto na eleição para a Mesa Diretora da Casa, prevista para 1 de fevereiro. Para Maia, o governo tem feito promessas de emendas orçamentárias aos parlamentares que não serão cumpridas, em razão do teto de gastos e da crise fiscal. Ele também defendeu a independência do Parlamento em relação ao Poder Executivo. “É um alerta aos deputados e deputadas que a intenção do presidente é transformar o Parlamento num anexo do Palácio do Planalto, o que enfraquece o mandato de cada deputado e deputada e o protagonismo da Câmara nos debates com a sociedade”, disse. Maia apontou que o governo não tem uma base ampla no Congresso e quer formar maioria apenas para o processo eleitoral, mas que a interferência terá sequelas. Na avaliação de Maia, na execução do Orçamento é preciso o mínimo de organização e compromisso republicano e democrático. “A forma com o governo quer formar maioria não vai dar certo, porque essas promessas não serão cumpridas em hipótese alguma. Não há espaço fiscal”, destacou. “Todos estão legitimados para exercer suas funções, nenhum parlamentar pode ser prejudicado por ser a favor ou contra o governo.”
