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Setor de serviços tem queda inesperada em setembro, mas termina 3º tri com alta

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) – O setor de serviços do Brasil registrou queda inesperada em setembro e teve o pior desempenho para o mês em três anos devido ao setor de transportes, mas ainda assim terminou o terceiro trimestre com crescimento.

Em setembro, o volume do setor de serviços apresentou recuo de 0,3 por cento na comparação com agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado contrariou a expectativa em pesquisa da Reuters com analistas de alta de 0,3 por cento e representou a queda mais forte para um mês de setembro desde 2015.

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o setor teve alta de 0,5 por cento, contra projeção de avanço de 1,7 por cento.

Com isso o setor de serviços chega ao fim do terceiro trimestre com um crescimento no volume de 0,8 por cento sobre os três meses anteriores, ante alta de 0,2 por cento no segundo trimestre e contração de 0,6 por cento no primeiro.

Apesar dos números melhores a cada trimestre, o gerente da pesquisa no IBGE, Rodrigo Lobo, explicou que o resultado visto entre julho e setembro representa mais um ajuste devido à base de comparação fraca com o segundo trimestre, fortemente afetado pela greve dos caminhoneiros, em maio.

“O segundo trimestre foi comprometido pela greve e criou uma base fraca. Há uma melhora do setor de serviços sim, mas muito mais pela base deprimida do que pelo próprio dinamismo do setor”, explicou.

Em setembro, o maior peso foi exercido pela atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, cujo volume recuou 1,3 por cento sobre agosto.

“A influência veio de transportes de cargas, dutoviário e transporte aéreo. São setores que mostram bem o ritmo em que roda a economia”, acrescentou Lobo.

Também registraram quedas os serviços profissionais e administrativos, de 1,4 por cento, e outros serviços, de 3,2 por cento.

Embora ainda enfrentem um mercado marcado pelo desemprego elevado e situação econômica lenta no país, os empresários do setor de serviços viram a confiança melhorar em outubro diante de uma avaliação mais favorável tanto sobre o cenário atual quanto sobre as expectativas.

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