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Embraer conquista nova venda nos EUA e ultrapassa 500 pedidos do jato E2

Lorena Scavone Giron
5 de junho de 2026
Encomenda de 15 aeronaves pela americana Azorra reforça demanda global por aviões mais eficientes e amplia carteira da fabricante brasileira

A Embraer anunciou nesta sexta-feira (5) a venda de 15 aeronaves E195-E2 para a Azorra, empresa norte-americana especializada em aquisição, leasing e gestão de aviões comerciais. Com o novo contrato, a fabricante brasileira ultrapassou a marca de 500 pedidos firmes da família E2 desde o lançamento do programa.

A encomenda elevará a carteira da Azorra de 39 para 54 aeronaves E2. Esta é a terceira vez que a companhia amplia seus pedidos junto à Embraer desde o início da parceria, firmada em 2021.

O negócio será contabilizado na carteira de pedidos da fabricante referente ao segundo trimestre de 2026.

O acordo representa mais um avanço para a família E2, que já soma mais de 200 aeronaves em operação e 24 clientes ao redor do mundo.

Marco para a fabricante brasileira

A nova encomenda consolida o E195-E2 como um dos principais produtos da aviação comercial da Embraer. O modelo é o maior avião comercial já produzido pela empresa e tem como diferencial a redução do consumo de combustível e das emissões de carbono.

Segundo Arjan Meijer, presidente da divisão de Aviação Comercial da Embraer, o novo pedido reforça a posição da aeronave em um mercado que busca maior eficiência operacional.

“Ultrapassar 500 pedidos do E2 é um marco importante para a Embraer e demonstra a crescente demanda por aeronaves mais eficientes e adequadas às necessidades das companhias aéreas”, afirmou o executivo.

Demanda global por renovação de frota

Para a Azorra, a expansão da carteira reflete o aumento do interesse das companhias aéreas por modelos capazes de combinar economia operacional e flexibilidade de rotas.

De acordo com o CEO da empresa, John Evans, o portfólio de pedidos firmes da companhia para a família E2 já supera 50 aeronaves.

“O E2 tem se mostrado uma solução eficiente para empresas aéreas que desejam abrir novos mercados, modernizar suas frotas e aprimorar a experiência dos passageiros”, afirmou.

A venda ocorre em um momento de recuperação da demanda global por aeronaves comerciais e reforça a posição da Embraer no segmento de jatos de médio porte, onde disputa espaço com fabricantes como Airbus e Boeing.

Com o novo contrato, a empresa brasileira amplia sua presença internacional e reforça a aposta em aeronaves mais eficientes, tema que ganhou relevância diante da pressão do setor aéreo por redução de custos e emissões.

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