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SP, RJ e MG: Quaest mostra disputa voto a voto entre Lula e Flávio

Rodrigo Dias
25 de agosto de 2026
Diferença entre os dois principais candidatos não passa de dois pontos percentuais nos três maiores colégios eleitorais do país, que juntos concentram 63,3 milhões de eleitores

A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pela Presidência está praticamente empatada nos três maiores colégios eleitorais do Brasil. Pesquisas Quaest divulgadas nesta terça-feira (25) mostram diferença máxima de dois pontos percentuais entre os candidatos em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, todos dentro das respectivas margens de erro.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Flávio aparece com 30%, contra 29% de Lula. Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, enquanto Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) aparecem com 3% cada. No Rio de Janeiro, estado de origem política da família Bolsonaro, Flávio registra 31%, ante 29% do petista. Renan, Caiado e Zema aparecem com 2% cada, enquanto Augusto Cury (Avante) tem 1%.

O cenário mais apertado se repete em Minas Gerais, tradicionalmente considerado um estado-chave nas disputas presidenciais. Flávio tem 31% das intenções de voto e Lula, 30%. Ex-governador mineiro, Zema alcança 7%, seu melhor desempenho entre os três estados. Caiado e Renan registram 3% cada. Na rodada anterior da Quaest, realizada em julho, Lula aparecia numericamente à frente em Minas, com 30%, contra 29% de Flávio.

O peso dos três estados torna o equilíbrio particularmente relevante para a corrida ao Palácio do Planalto. São Paulo reúne 34,1 milhões de eleitores, Minas Gerais, 16,4 milhões, e o Rio de Janeiro, 12,9 milhões. Juntos, os três maiores colégios eleitorais somam cerca de 63,3 milhões de pessoas aptas a votar – quase 40% de todo o eleitorado brasileiro.

O desenho captado pela Quaest também ajuda a explicar por que Lula segue competitivo para um desempenho forte já no primeiro turno. Ao manter-se praticamente empatado com Flávio Bolsonaro nos três maiores colégios eleitorais do país – inclusive em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde o campo bolsonarista tende a ter desempenho mais robusto -, o petista reduz uma vantagem que poderia ser decisiva para o adversário no Sudeste.

Se esse equilíbrio for mantido, Lula ganha espaço para transformar em vantagem nacional resultados mais favoráveis em outras regiões, sobretudo no Nordeste, ampliando sua capacidade de chegar ao segundo turno na dianteira.

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