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Servidores do BC contestam que Pix é obra de Bolsonaro

Da redação
23 de agosto de 2022
Sinal esclareceu que projeto do meio de pagamento é anterior ao atual governe e nasceu na autarquia

Os sindicato dos servidores do Banco Central (BC) divulgou uma nota de repúdio, nesta terça-feira (23), sobre o “uso eleitoral do Pix por certos grupos políticos”, em referência às declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL) em sua entrevista ao Jornal Nacional na noite de ontem. Aos entrevistadores Willian Bonner e Renata Vasconcellos, o mandatário afirmou que “tirou dinheiro dos bancos com Pix” – o meio de pagamento eletrônico instantâneo e gratuito oferecido pelo BC.

Em comunicado, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) afirma que o sistema foi criado e implementado por servidores de Estado, em vez de agentes políticos, como ocupantes nomeados ou eleitos do Executivo, agências regulatórias ou autarquias. “Não pelo atual governante ou por qualquer outro governo”, reitera a nota.

O Sinal também contradisse o presidente, alegando que houve resistência do governo, que criou obstáculos contra a autonomia técnica do BC, prejudicando “tanto contra a implementação do Pix quanto contra outros projetos da autarquia” com cortes de orçamento e redução de jornadas, o que retardou o projeto.

“Primeiramente, é importante ressaltar que o início do projeto do Pix é bem anterior ao mandato do atual presidente da República. A portaria do Banco Central n. 97.909, que instituiu o grupo de trabalho para desenvolver uma ferramenta interbancária de pagamento instantâneo, foi publicada em 3 de maio de 2018, muito antes da eleição do atual governo”

Sinal – Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central

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