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Queda da renda mensal é relatada por 40% das famílias

Principais fatores de perda de receita foram o desemprego e a redução do salário

A TransUnion, empresa de informações e insights, divulgou os resultados do Consumer Pulse Study, referentes ao primeiro trimestre de 2022, sobre como as finanças pessoais das pessoas mudaram. Embora a pesquisa tenha mostrado algum otimismo em relação ao futuro, 40% das pessoas consumidoras apontaram que a renda familiar diminuiu, enquanto 34% falaram que ela permaneceu a mesma e 26% citaram aumento.

Os principais fatores de perda de receita foram o desemprego e a redução do salário. No entanto, houve algumas melhorias em relação ao trimestre anterior, com 24% da população dizendo que alguém em sua casa perdeu o emprego no primeiro trimestre, abaixo dos 32% dos últimos três meses de 2021, e ainda com 22% de brasileiros mencionando que alguém em sua família teve o salário reduzido, abaixo dos 29% no quarto trimestre de 2021. 13% das pessoas entrevistadas indicaram que alguém em sua casa havia começado um novo negócio, além dos 11% que relataram um aumento salarial e 7% iniciaram um novo emprego no último mês.

O levantamento ouviu 1.056 pessoas, entre 14 e 22 de fevereiro. “Muitas pessoas continuam enfrentando dificuldades financeiras devido à pandemia, e agora foram adicionadas novas preocupações, como a inflação e o aumento das taxas de juros”, afirmou o vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da TransUnion Brasil, Claudio Pasqualin.

As famílias de menor renda (receita mensal inferior a R$ 1.000) continuaram sendo as mais impactadas, com mais da metade (53%) desse grupo indicando que a renda familiar havia diminuído no último trimestre. Isso se compara a 38% das famílias de classe média (receita mensal entre R$1.000 e R$5.000) no mesmo tópico. Enquanto 35% das famílias de renda média-alta (receita mensal entre R$5.000 e R$10.000) e 24% das pessoas de classe mais alta (acima de R$10.000) reportam a diminuição de renda familiar no mesmo período.

Embora tenha havido uma leve melhora em relação ao trimestre anterior, a preocupação com a capacidade de pagar contas e empréstimos integralmente permaneceu alta. Com 77% de todas as pessoas consumidoras expressando atenção ao tema, abaixo dos 79% no quarto trimestre de 2021. Entre a população pesquisada que indicou que sua renda havia diminuído nos últimos três meses, 90% manifestaram apreensão para a realização do pagamento e 60% esperavam não conseguir pagar, integralmente, pelo menos uma de suas obrigações financeiras atuais.

Quase metade (49%) das pessoas pesquisadas esperavam reduzir suas despesas extras (jantar fora, viagens e entretenimento) para lidar com as mudanças orçamentárias. Além disso, 43% indicaram que diminuiriam as despesas com grandes compras, como eletrodomésticos e carros. Já 43% indicaram que gastariam menos em compras no varejo para itens como vestuário, eletrônicos e bens duráveis nos próximos três meses.

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