Com experiência política ou não, nomes de confiança de Bolsonaro pleiteiam vagas no Senado e em governos estaduais
A reforma ministerial pretendida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) deve acontecer no final de março e os nomes que vão deixar o primeiro escalão do governo já estão praticamente fechados. Com experiência política ou não, os ministros de confiança do atual mandatário pleiteiam vagas no Senado e em governos estaduais. Pelas regras eleitorais, eles devem se descompatibilizar dos atuais cargos.
Confira quem deixa o governo:
- Tarcísio Freitas (Infraestrutura)
- Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos)
- João Roma (Cidadania)
- Flávia Arruda (Secretária de Governo)
- Tereza Cristina (Agricultura)
- Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional)
- Gilson Machado (Turismo)
- Onyx Lorenzoni (Trabalho)
- Braga Netto (Defesa), que deverá ser o vice de Bolsonaro
Quem pode deixar o governo:
- Anderson Torres (Justiça)
- Marcelo Queiroga (Saúde)
- Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia)
Sucessão
A expectativa na maioria das trocas é que a sucessão das pastas seja feita por executivos que já estejam na estrutura dos ministérios. É o caso, por exemplo, da Agricultura, em que o secretário-executivo, Marcos Montes, tem apoio da bancada ruralista.
Na Defesa, a mudança é considerada mais estratégica. Bolsonaro estuda colocar o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, à frente da pasta. Com isso, iria para o comando do Exército o atual comandante de Operações Terrestres da Força, general Freire Gomes, nome considerado alinhado ao bolsonarismo.
Já nos outros ministérios não há definição de substitutos. Partidos como Progressistas e PL já se articulam para ocupar mais espaço no governo.
