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Quaest: Augusto Cury “força” 2º turno e acirra disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

Lucas Andrade
2 de setembro de 2026

A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), reitera que a corrida presidencial ganhou um novo elemento de pressão com a ascensão de Augusto Cury. O candidato do Avante aparece com 10% das intenções de voto, o suficiente para reduzir ainda mais as chances de definição no primeiro turno e acirrar a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, esse movimento é resultado direto do aumento da exposição nacional de Cury, que reduziu seu desconhecimento de 74% para 54% em apenas uma semana.

No cenário geral, Lula lidera com 37%, seguido por Flávio Bolsonaro com 30%. Cury surge em terceiro lugar, enquanto Renan Santos (Missão) tem 3% e Ronado Caiado (PSD), Pablo Marçal (PRTB) e Romeu Zema (Novo) aparecem com 1% cada. A pesquisa também mostra que Lula e Flávio estão tecnicamente empatados em simulações de segundo turno: 42% contra 41%. A disputa se reflete em vários indicadores, como rejeição (53% x 55%), medo da continuidade ou da volta da família Bolsonaro (43% x 43%) e convicção do voto (80% dos eleitores de Lula e 75% dos de Flávio afirmam não mudar mais).

O desempenho de Cury chama atenção especialmente entre os independentes, onde já alcança 24% das intenções de voto, numericamente à frente de Lula. Regionalmente, ele aparece com 12% no Nordeste, 10% no Sudeste e 9% no Sul. Entre os mais jovens, chega a 14%, enquanto enfrenta maior dificuldade no eleitorado 60+, onde Lula mantém vantagem ampla.

A pesquisa também captou os efeitos das recentes investigações envolvendo o filho de Lula e o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. Quase 70% dos brasileiros dizem ter tomado conhecimento dos dois casos, e tanto Lula quanto Flávio foram avaliados de forma semelhante em suas explicações: cerca de 22% consideraram convincentes as respostas de Lula, e 24% as de Flávio. Para 40% dos entrevistados, o episódio envolvendo Lulinha pode prejudicar muito a campanha do presidente; já 42% acreditam que o caso Dark Horse pode afetar fortemente a campanha de Flávio.

Outro ponto relevante da sondagem é a avaliação do governo. Lula tem hoje 45% de aprovação e 48% de desaprovação, um patamar considerado abaixo do necessário para a reeleição. A queda vem principalmente entre os independentes, onde a desaprovação já supera a aprovação em 17 pontos. Segundo Felipe Nunes, a frustração com a economia é um dos fatores que explicam esse movimento: apenas 10% dos brasileiros percebem aumento de renda superior ao custo de vida, e medidas como o Desenrola e a isenção do imposto de renda não alteraram essa percepção.

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Registro no TSE: BR-06773/2026.

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