Ele foi guerrilheiro do grupo M-19, preso e exilado. Depois, se elegeu senador duas vezes e prefeito da capital Bogotá
Hoy es dia de fiesta para el pueblo. Que festeje la primera victoria popular. Que tantos sufrimientos se amortiguen en la alegria que hoy inunda el corazon de la Patria.
— Gustavo Petro (@petrogustavo) June 19, 2022
Esta victoria para Dios y para el Pueblo y su historia. Hoy es el dia de las calles y las plazas.
Pela primeira vez, a Colômbia terá um presidente de esquerda. Gustavo Petro venceu o segundo turno do pleito eleitoral neste domingo (19). Com 99% das urnas apuradas, o esquerdista teve 50,49% dos votos contra 47,25% do direitista Rodolfo Hernández, popularmente chamado de Trump colombiano.
Petro será conduzido à Casa de Nariño, sede do Executivo colombiano, em sua terceira tentativa, depois de percorrer uma longa trajetória. Antes de entrar na vida democrática, foi guerrilheiro do grupo M-19, preso e exilado. Depois, foi eleito senador em duas ocasiões e prefeito da capital Bogotá. Suas propostas englobam uma mudança do modelo econômico do país, tornando-o menos extrativista e com mais ênfase na produção agrária, industrial e científica. Ele também promete uma reforma agrária baseada na taxação de terras improdutivas e no aumento dos impostos aos colombianos mais ricos.
A Colômbia se junta a outros países da América Latina que voltaram a ser governados pela esquerda. A guinada começou com a eleição do esquerdista Andrés Manuel López Obrador, no México, em 2018. O país foi seguido de Argentina, com Alberto Fernández em 2019 e Bolívia, com Luis Arce em 2020. No ano seguinte, 2021, foi a vez de Peru, com Pedro Castillo; Chile, com Gabriel Boric e Honduras, com Xiomara Castro.
A Missão de Observação Eleitoral da Colômbia registrou 310 denúncias de crimes eleitorais antes do encerramento da votação. Ao menos 83 denúncias eram sobre liberdade de voto. A entidade também recebeu queixa de coação por empregadores que obrigaram ou ameaçaram seus funcionários a votarem em um determinado candidato.
