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Pavanato e Nikolas batem recorde histórico de votos para a Câmara; Erika Hilton lidera entre as mulheres

Rodrigo Dias
4 de outubro de 2026
Deputados eleitos pelo PL ultrapassam a marca de 2,8 milhões de votos cada, enquanto parlamentar do Psol supera recorde feminino. Direita domina ranking dos mais votados

Lucas Pavanato (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) se consolidaram neste domingo (4) como os deputados federais mais votados da história do Brasil. Com a apuração ainda em andamento, os dois ultrapassaram a marca de 2,8 milhões de votos, superando com folga o antigo recorde, de Eduardo Bolsonaro (PL), que recebeu 1,84 milhão de votos em 2018. Pavanato, que disputou pela primeira vez uma vaga na Câmara dos Deputados, aparece à frente de Nikolas no ranking.

A votação representa uma forte expansão da base eleitoral dos dois parlamentares. Nikolas havia sido o deputado federal mais votado do país em 2022, quando recebeu cerca de 1,49 milhão de votos em Minas Gerais. Pavanato, por sua vez, ganhou projeção eleitoral nas últimas eleições: em 2024, foi o vereador mais votado de São Paulo, com 161.386 votos, e agora amplia essa votação em escala nacional. Os dois também participaram de ações conjuntas durante a campanha.

Na terceira posição do ranking nacional aparece Erika Hilton (Psol-SP), que também estabeleceu uma marca histórica. Com mais de 1,5 milhão de votos na apuração parcial, a deputada se tornou a mulher mais votada da história para a Câmara, superando o recorde anterior de Joice Hasselmann, que havia obtido 1.078.666 votos em 2018. O desempenho representa mais de cinco vezes a votação de Erika em 2022, quando recebeu 256.903 votos.

A lista dos dez deputados federais mais votados na noite deste domingo mostra ainda a forte presença de nomes de direita e de parlamentares com ampla atuação nas redes sociais. Depois de Pavanato, Nikolas e Erika, aparecem Julia Zanatta (PL-SC), com 527,4 mil votos; Sâmia Bomfim (PSOL-SP), com 515,6 mil; André Fernandes (PL-CE), com 504,7 mil; Kim Kataguiri (Missão-SP), com 458,1 mil; Ana Elisa (PT-MG), com 442,9 mil; Jeffrey Chiquini (Novo-PR), com 423,4 mil; e Tabata Amaral (PSB-SP), com 419,3 mil.

Considerando os dez primeiros colocados na apuração parcial, seis são de partidos identificados com a direita e quatro com a esquerda. O PL concentra quatro nomes do ranking, enquanto Psol aparece com dois. Missão, PT, Novo e PSB têm um representante cada. O resultado reforça o peso de candidaturas com forte capacidade de mobilização digital e alta concentração de votos em seus respectivos partidos, característica que pode ter impacto também na distribuição das cadeiras pelo sistema proporcional.

Além da dimensão histórica dos números, a concentração de votos em poucos candidatos chama atenção pelo potencial de influência sobre as bancadas. No sistema proporcional, os votos obtidos pelos candidatos e pelas legendas são considerados na distribuição das cadeiras, o que faz dos grandes puxadores de voto atores relevantes para o desempenho partidário nas eleições para a Câmara.

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