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O que Zema disse a investidores sobre Flávio, Caiado e programa de governo

Da redação
26 de maio de 2026
Presidenciável também comentou sobre estagnação nas pesquisas e como lidaria com o Centrão

Em encontro com investidores na Faria Lima, Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência, reforçou críticas a Flávio Bolsonaro e buscou se posicionar como alternativa viável contra Lula. Segundo o ex-governador de Minas Gerais, a ligação de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro é “imperdoável” e aumentou a rejeição ao senador, hoje maior que a do presidente. Apesar disso, Zema afirmou que no segundo turno a direita deve se unir contra o PT. As informações são do Valor Econômico.

Zema não descartou uma aliança com Ronaldo Caiado, do PSD, elogiando o ex-governador de Goiás, mas disse que articulações só devem avançar perto das convenções. Ao mesmo tempo, buscou diferenciar-se de Flávio ao destacar sua experiência administrativa e ao apresentar eixos de um eventual programa de governo.

O tripé, segundo ele, será baseado em choque ético e moral, corte de gastos e reforço na segurança pública. O mineiro prometeu repetir medidas de enxugamento adotadas em Minas, como a redução de quase 50 mil cargos, e defendeu que não haverá aumento real no salário mínimo e aposentadorias, apenas recomposição da inflação.

Entre as propostas, Zema falou em privatizar a Petrobras, revisar o Bolsa Família para eliminar fraudes e estimular a saída de beneficiários para o mercado formal. Também defendeu reforma administrativa e mudanças na Previdência, com aumento do tempo de contribuição. Para o mercado, prometeu que um ajuste fiscal consistente poderia levar a uma queda rápida dos juros, sinalizando credibilidade.

Questionado sobre sua estagnação nas pesquisas, Zema atribuiu o cenário ao baixo conhecimento de seu nome e disse que pretende percorrer o país para se tornar mais conhecido. Reforçou que seu diferencial é ser “ficha limpa” e não ter vínculos com escândalos. Ao falar sobre alianças, evitou detalhar como lidaria com o Centrão, mas afirmou que credibilidade seria suficiente para negociar com o Congresso.

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