Parceria prevê cooperação em carbono, energia limpa e transição climática até 2050
O Brasil e o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, firmaram um memorando de entendimento para cooperação em ações climáticas. O acordo foi assinado em Nova York pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e pelo governador Gavin Newsom (Partido Democrata), durante a Assembleia Geral da ONU e a Semana do Clima.
Pontos principais do acordo
- Validade: cinco anos, com plano de ação elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente do Brasil e pela Agência de Proteção Ambiental da Califórnia.
- Metas: neutralidade climática até 2050 (Brasil) e 2045 (Califórnia).
- Eixos de cooperação:
- precificação de carbono;
- energias renováveis e hidrogênio verde;
- incentivo ao transporte sustentável e veículos elétricos;
- economia circular e resiliência climática;
- troca de experiências regulatórias e políticas públicas.
- Formas de implementação: diálogos bilaterais, intercâmbio técnico, oficinas conjuntas, investimentos em tecnologias limpas e envolvimento do setor privado e da academia.
Contexto político
- A assinatura ocorreu no mesmo dia em que o presidente dos EUA, Donald Trump, chamou a emergência climática de “farsa” em discurso na ONU.
- O governo republicano mantém resistência à agenda ambiental e já retirou os EUA do Acordo de Paris.
- Para Marina Silva, a cooperação com a Califórnia é “um benefício não apenas ao estado americano, mas para toda a humanidade”.
- Newsom destacou: “Desafios globais exigem cooperação global. Nunca foi tão importante quanto agora, às vésperas da COP30 no Brasil”.
Próximos passos
O memorando deve resultar em ações conjuntas nos próximos cinco anos, incluindo programas para reduzir emissões de gases de efeito estufa, proteger ecossistemas e acelerar a transição energética.
