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O preço da “ganância arrecadatória” do governo com as bets

Da redação
22 de abril de 2026
Alta do endividamento das famílias preocupa o Planalto pelo impacto eleitoral

A coluna de Elio Gaspari, publicada nesta quarta-feira (22) nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo, aponta que o avanço das apostas eletrônicas no Brasil nasceu de uma lógica simples do governo Lula: arrecadar.

A gestão petista esperava levantar até R$ 3,4 bilhões com licenças e tributos sobre o setor, mas ignorou alertas de segurança e saúde pública. O resultado foi um mercado que movimentou R$ 23,9 bilhões em perdas para os brasileiros em apenas um ano.

Gaspari destaca que a decisão de abrir espaço para as bets não foi motivada por incentivo ao risco, mas pela “ganância arrecadatória” da equipe econômica.

Empresas pagam 12% sobre a receita bruta e os ganhadores são tributados em 15% acima de um salário mínimo. Enquanto isso, cresce o endividamento das famílias, fenômeno que agora preocupa o Planalto pelo impacto eleitoral.

Lula chegou a criticar o avanço dos jogos em 2024, alertando para o risco de “cassinos dentro da cozinha de cada casa”. Dois anos depois, o problema persiste e o governo tenta responder com um novo programa Desenrola 2.0.

O jornalista lembra, porém, que iniciativas semelhantes, como o Refis, acabaram se tornando um alívio recorrente para grandes devedores.

O texto de Gaspari conclui que falta ao governo coragem para enfrentar de fato o setor, lembrando uma decisão do presidente Eurico Dutra, que em 1946 fechou todos os cassinos do país. Hoje, sugere Gaspari, seria possível começar desligando as “geringonças eletrônicas”.

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