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O código Renan

Da redação
10 de outubro de 2026
Cortinas vermelhas, vídeo de 13 segundos e até um tapete de 1822 viraram “pistas” na caça pelo apoio de Renan Santos no segundo turno

A Imagem da Semana não está em um palanque, mas na decoração da casa de Renan Santos. Desde o primeiro turno, cortinas vermelhas, um vídeo de exatos 13 segundos e até um tapete antigo viraram peças de uma espécie de investigação coletiva para descobrir para onde irão os votos do ex-presidenciável.

Há motivo para tanta atenção. Renan terminou a eleição em quarto lugar, com 2,67 milhões de votos, ou 2,24% dos válidos. É mais do que a diferença de cerca de 2,2 milhões de votos que separou Flávio Bolsonaro de Lula no primeiro turno. Num segundo turno apertado, seu eleitorado virou objeto de desejo dos dois lados.

Foi aí que a internet começou a enxergar sinais em tudo. Primeiro, Renan apareceu diante de cortinas vermelhas, depois de passar a campanha cercado pelo amarelo. O vídeo tinha 13 segundos, número de Lula. Dias depois, mostrou um tapete vermelho de 1822. Não demorou para alguém fazer a conta: 1 + 8 + 2 + 2 = 13. Até os quatro dedos mostrados em determinado momento do vídeo entraram na teoria.

Renan insiste que não há mensagem escondida. Já disse que não apoiará nenhum dos dois candidatos, declarou que “jamais” votaria em Lula e, ao mesmo tempo, afirmou ter “asco” de Flávio Bolsonaro. Também ironizou os esforços de ambos os campos para conquistar seus eleitores e avaliou que, pelo menos nas redes, a esquerda tem sido mais divertida na abordagem.

Quanto mais ele nega, porém, mais a brincadeira cresce. Em uma eleição polarizada, cada cortina, cor, duração de vídeo ou objeto na sala passou a ser analisado como se escondesse uma mensagem cifrada.

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