Os dois principais candidatos à Presidência, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), devem limitar sua participação nos debates do primeiro turno. A estratégia das campanhas é evitar exposição desnecessária e reduzir riscos de desgaste político.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, a equipe de Flávio Bolsonaro afirma que ele só comparecerá a debates se Lula também estiver presente. O objetivo é evitar que o candidato vire alvo dos demais adversários da direita, o que poderia fragilizar sua posição em um eventual segundo turno. Já Lula deve participar apenas do debate da TV Globo, marcado para 1º de outubro, último antes da votação, além das entrevistas previstas no Jornal Nacional.
A decisão de ambos reflete o cálculo político diante da multiplicidade de candidatos antipetistas nos debates, como Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD). Sem outro nome relevante à esquerda, Lula seria o único a enfrentar críticas diretas de todos os rivais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já definiu quais partidos têm direito a participar, excluindo o Novo e o Missão por não atenderem ao critério de bancada mínima.
Apesar da ausência esperada em encontros como o da TV Bandeirantes, Flávio Bolsonaro tem se preparado para sabatinas e entrevistas, especialmente na Globo. As campanhas avaliam que o confronto direto entre os dois líderes das pesquisas deve ocorrer apenas no debate da emissora, reforçando a narrativa de polarização.
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