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Governador de Tocantins, Mauro Carlesse é afastado por suspeita de corrupção

Por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o governador de Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), foi afastado do cargo por seis meses, a fim de não atrapalhar uma investigação que o envolve em casos de pagamento de propina e obstrução. A Polícia Federal fez buscas no início desta manhã na residência de Carlesse e na sede do governo, no Palácio do Araguaia, em Palmas. Também há mandatos de busca e apreensão em busca de provas contra secretários estaduais, como Cristiano Sampaio, da Segurança Pública, que também foi afastado. Foram cumpridos 57 mandatos de busca e apreensão e mais 50 medidas cautelares na capital tocantinense, Gurupi (TO), Porto Nacional, Minaçu (GO), Goiânia (GO), Brasília (DF) e São Paulo (SP), com o emprego de cerca de 280 agentes.

As investigações começaram há quase dois anos e, de acordo com a PF, “demonstram um complexo aparelhamento da estrutura estatal voltado a permitir a continuidade de diversos esquemas criminosos comandados pelos principais investigados”. Os desvios podem chegar a mais de R$ 44 milhões e envolvem propinas relacionadas ao plano de saúde dos servidores estaduais (Plansaúde) e tentaativas de obstrução das investigações. O dinheiro teria sido incorporado ai patrimônio dos investigados.

Os afastamentos foram determinados pelo ministro Mauro Luiz Campbell e podem ser revertidos ainda nesta quarta-feira (20), quando serão submetidos à votação do plenãrio do STJ. A PF denominou as operações conjuntas de Éris e Hygea. A operação Éris tem o objetivo de desarticular o grupo que tentava barrar as investigações, enquanto a Hygea pretende desmantelar o esquema de propinas e lavagem de dinheiro.

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